Acusada de atear fogo na casa com o marido dentro no interior de Ipira é condenada

Em rápida sessão do tribunal popular do júri realizado nesta sexta-feira (09) no Centro Educacional Prefeito Celso Farina em Capinzal, foi condenada à pena de oito anos de reclusão em regime inicialmente aberto a mulher acusada pela morte do companheiro no interior de Ipira. O julgamento durou pouco mais de três horas. A sentença foi lida pelo juiz Daniel Radünz por volta das 12h15min. Pelo MP atuou o promotor Elias Albino de Medeiros Sobrinho.

O advogado de Solange Stein Danebrock, Marco Antônio Vasconcelos Alencar, disse ter ficado satisfeito com o resultado do júri. “Entendemos que o privilégio sendo reconhecido está de bom tamanho. A coitada foi vítima de violência doméstica, por muitos anos. E eu espero que muitas mulheres que estejam nessa situação de vítimas, não esperem o copo transbordar de água, não esperem chegar o limite. Não precisa chegar a sentar no banco dos réus porque matou seu marido, seu companheiro”, avalia.

A acusada de atear fogo na casa com o marido dentro possui uma filha de pouco mais de três anos, fruto de novo relacionamento. A defesa considera o caso de Solange emblemático de uma mulher que teria vivido por longo tempo sendo vítima de violência doméstica.

Segundo o processo, no dia 29 de agosto de 2012, durante a noite, Solange teria misturado ao suco do marido, Altair Carlos Danebrock, dois comprimidos para dormir. Enquanto Altair dormia, a ré teria ateado fogo na casa. A vítima morreu carbonizada. Solange Stein contou aos policiais que estava cansada da atitude agressiva de Altair, por isso decidiu por fim ao sofrimento, tirando a vida do companheiro.

Solange chegou a ser presa em Joaçaba, mas obteve o direito de responder o processo em liberdade.

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