Acusado de homicídio em pensão no Lar Imóveis será julgado no próximo mês

Será julgado no próximo dia 3 de maio, às 9h na Câmara de Vereadores de Capinzal o acusado de homicídio qualificado (recurso que impossibilitou a defesa da vítima), Lázaro Oliveira da Silva. Ele é acusado pelo MP pela morte de Roberto Filber. A nova data do julgamento foi definida pelo juiz Daniel Radünz.

O crime ocorreu por volta das 20h do dia 14 de dezembro de 2014 em uma pensão na rua Valcir Amélio Moretto, loteamento Lar Imóveis, próximo ao Senai. A vítima, então com 36 anos, natural de Foz do Iguaçu/PR era funcionário da BRF. O suspeito, à época com 27 anos, é natural de Pedra Branca/CE. A faca que teria sido utilizada no crime foi apreendida. Um golpe atingiu o coração da vítima.

Segundo a denúncia, testemunhas afirmaram que os envolvidos estariam na pensão ingerindo bebida alcoólica e que, em determinado momento, Lázaro desferiu uma facada fatal no peito de Roberto. Em seguida fugiu. Filbert chegou a ser socorrido pelos bombeiros, mas morreu antes de dar entrada no Hospital Nossa Senhora das Dores.

O suspeito se apresentou espontaneamente à Polícia Civil acompanhado de advogado no dia 8 de fevereiro do ano seguinte. Lázaro Oliveira da Silva foi preso preventivamente, mas, conseguiu liberdade provisória. Segundo depoimentos, a vítima tinha o hábito de consumir constantemente bebida alcoólica e no hospital foi encontrada uma faca de serra no bolso da calça da vítima que era funcionário da BRF. A defesa do réu é feita pelo advogado Marco Antônio Vasconcellos Alencar Junior.

O réu, em depoimento, relatou que ia fazer cinco anos que morava em Capinzal. Trabalhava na Aurora, morava sozinho na pensão. Disse que conhecia Roberto antes de entrar na pensão. Segundo ele, as desavenças começaram na época das eleições presidenciais, pois era defensor de Dilma Rousseff.

Relatou que resolveu se apresentar espontaneamente para contribuir com a justiça. Disse que o acontecimento foi muito rápido, pois Roberto teria chegado agredindo o acusado. Que Roberto era maior e mais forte que o acusado e que se não tivesse agido assim, teria sofrido lesões mais sérias, razão pela qual afirma ter agido em legítima defesa.

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