Acusado de matar piratubense com taco de sinuca no Loteamento Parizotto vai a júri no fim do mês

Capinzal – O juiz Daniel Radünz definiu a data para realização do júri popular de Flavio Daniel Trein, acusado de homicídio ocorrido no dia 11 de março de 2016. Conhecido pelo apelido de “Alemãozinho”, Trein sentará no banco dos réus no dia 24 de março. O julgamento está marcado para às 09h no plenário da Câmara de Vereadores de Capinzal. O sorteio dos 25 jurados ocorrerá na próxima segunda-feira (06).

O advogado de defesa do réu, Éber Marcelo Bündchen, havia ingressado com recurso junto ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) contra a sentença de pronúncia do juiz Douglas Cristian Fontana que pronunciou Trein a ser submetido a júri popular. No entanto, a Terceira Câmara Criminal negou provimento ao recurso que pedia a absolvição por suposta legítima defesa e afastamento das qualificadoras ao qual Trein é acusado.

A defesa queria a retirada das qualificadoras do crime, motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Os desembargadores do TJSC decidiram por negar provimento ao recurso, ou seja, o réu será julgado pelo júri popular e por homicídio qualificado, cuja pena é mais elevada em caso de condenação.

O crime

Segundo o processo Trein teria utilizado um taco de sinuca para cometer o crime, por volta das 20h em frente a um bar localizado na rua Cleto Toaldo, loteamento Parizotto em Capinzal.

Trein teria matado Adilson Antônio Martinazzo, 46 anos, mediante golpes de taco de sinuca, logo após se envolver em uma briga por causa de desentendimento em jogo de baralho.

Conforme o processo, Trein teria pegado o objeto ao discutir com um homem conhecido por “Betinho”, que por sua vez teria apanhado uma barra de ferro. Ambos teriam se agredido mutuamente. Adilson teria tentado separar e acabou sendo atingido mortalmente na cabeça pelo réu.

Martinazzo morreu em decorrência de traumatismo crânio-encefálico e parada cardiorrespiratória, conforme laudo do IGP. O corpo foi sepultado no cemitério de Linha Martinazzo, interior de Piratuba, de onde era natural.

A defesa argumenta que Flávio Daniel Trein teria agido em legítima defesa em razão de ter sido agredido e diante desta situação, acabou perdendo completamente o controle, vindo a revidar a injusta agressão sofrida. O réu está recolhido junto ao presídio regional de Joaçaba.

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