Acusado de roubo contra funcionária de escola em Campos Novos é condenado

Campos Novos – O juiz Eduardo Bonnassis Burg condenou Vilmar Antunes Estilin à pena de oito anos de reclusão em regime inicialmente fechado pelo crime de roubo majorado contra uma funcionária da escola Coronel Gasparino Zorzi, em Campos Novos. Segundo os autos, aparecem ainda como vítimas duas menores de idade, a filha da funcionária e outra menina que aproveitava carona para o educandário.

O crime ocorreu em 15 de fevereiro deste ano numa estrada secundária no Distrito de Guarani e foi julgado na tarde da segunda-feira (13).

Conforme denúncia do Ministério Público, por volta das 7h45, quando as vítimas de deslocavam para a escola, Vilmar adentrou o veículo no banco traseiro onde estavam as menores de idade e anunciou o assalto, em que pretendia subtrair o veículo da vítima. Portando uma arma de brinquedo e máscara, determinou que a condutora se deslocasse até a BR-470 e assumiu a condução a partir do trevo do Ibicuí até a saída para o distrito de Guarani, próximo a Fazenda do Ipê.

Numa reação da vítima onde conseguiu retirar a máscara do acusado, ele agrediu a funionária e sua filha com pedradas na cabeça. A outra menor conseguiu fugir e não sofreu lesões, sendo socorrida por pessoas que passavam pela estrada no momento. Ele levou R$ 300 em dinheiro e dois celulares das vítimas, não obtendo sucesso no roubo do carro devido a falhas mecânicas.

O réu foi condenado pelo crime de roubo, com pena majorada pelo emprego de violência ou grave ameaça e emprego de arma, mesmo que um simulacro de arma de fogo. O juiz considerou como atenuante a confissão do réu e como agravante da pena, o crime ser cometido contra menor de idade.

O réu estava detido preventivamente desde o dia do crime, em que foi capturado por policiais militares na BR-470, após denúncia de um anônimo. Ele foi condenado ainda ao pagamento de indenização de danos morais de R$ 7,5 mil para cada uma das vítimas e a devolver os R$ 300. Os celulares haviam sido encontrados após o crime, jogados no mato.

O juiz acolheu alegações do promotor Giancarlo da Rosa, em que sustentou que a confissão não foi completa, já que o réu afirmou que as agressões foram em menor patamar, o que não ficou demostrado pelos relatos das vítimas e laudos da perícia médica. Além disso, o réu fundamentou a violência diante da reação da vítima e o juiz afirmou que “a reação da vítima é absolutamente legítima” diante do crime. A condenação é passível de recurso. Consultado, o advogado de defesa não quis se manifestar. (Com informações do Jornal Folha Independente)

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