Após ações educativas, trotes para o Samu têm redução de 42% no Estado

Estado – De janeiro a junho deste ano, houve 12,3 mil trotes a menos para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Santa Catarina, em uma comparação com o mesmo período de 2018. A diferença representa uma queda de 42%, atribuída pela direção do Samu e pela Secretaria de Estado da Saúde à ações educativas nas escolas catarinenses. No total, o número diminuiu de 29,3 mil para exatos 17 mil nos seis primeiros meses do ano.

“A educação vem de um projeto contínuo. As campanhas de conscientização intercedem a nosso favor, mostra uma população mais esclarecida e atenta às demandas que precisamos direcionar”, ressalta o secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino.

No período, a central de emergências de Balneário Camboriú foi a que apresentou o melhor resultado na redução de trotes. Em vez dos cerca de cinco mil recebidos no primeiro semestre do ano passado, foram dois mil neste ano.

Na avaliação do diretor estadual do Samu de Santa Catarina, coronel Giovanni Fernando Kemper, o resultado tem relação com o sucesso do projeto Educa Samu, realizado desde 2012 pelos profissionais nas escolas catarinenses. “Em tempos passados, já tivemos um número significativo de adolescentes ligando para o Samu. Estamos comemorando essa redução registrada em 2019 por causa dos trabalhos que realizamos em todo o estado, já com resultados significativos”, expõe o diretor do Samu.

Números ainda elevados

Mesmo com a redução de 42%, o Samu ainda considera o número elevado. Só no mês de julho, foram quase três mil trotes para o 192. Em um dos casos, no Norte de Santa Catarina, uma viatura chegou a ser apedrejada ao se deslocar para atender a um chamado falso de ocorrência. A central de Joinville ainda é a que mais recebe trotes no estado.

“Esse tipo de ação faz com que outros casos, outras pessoas, não tenham o atendimento no tempo certo. Se uma viatura se desloca para atender a um trote e, ao mesmo tempo, ocorre uma chamada para uma situação real, pode ser a diferença entre a vida e a morte”, alerta o coronel Kemper.

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