Audiência de conciliação termina sem acordo em processo de acidente com morte em Ouro

Capinzal – Não houve acordo em audiência de conciliação realizada na tarde desta sexta-feira (07) entre uma vítima de acidente de trânsito e o condutor que teria causado o acidente no município de Ouro. O ato foi realizado na Sala de Audiências da 1ª Vara da Comarca de Capinzal. Juarez Pereira dos Santos ingressou com ação indenizatória por danos morais, materiais e estéticos decorrentes de acidente de trânsito contra o empresário Alan Michael Gratt e contra a empresa a qual ele gerencia.

Santos teve amputação da perna direita e a filha Maria Isadora Ramos Pereira dos Santos, que na época tinha 3 anos, sofreu fratura no antebraço. A terceira vítima, Marilene Ramos, 37 anos – esposa de Juarez e mãe de Maria -, não resistiu. Os pedidos da ação, somados, podem ultrapassar R$ 1 milhão. Como não houve acordo entre as partes, a ação seguirá para julgamento de mérito. Os advogados de Juarez incluíram no processo laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) quanto à velocidade da caminhonete no momento do acidente que, conforme o IGP, seria de aproximadamente 110 km/h.

A tragédia ocorreu por volta das 22h30 do dia 16 de maio de 2014. Segundo o processo, Alan, então com 21 anos, seria o condutor da caminhonete Toyota Hilux com placas de Mineiros (GO). O veículo fazia o sentido Lacerdópolis/Ouro quando ocorreu o acidente na SC-303, saída para Lacerdópolis. Segundo informações de testemunhas, a caminhonete estaria em alta velocidade quando se chocou com a motoneta que cruzava a via.

O trânsito ficou interrompido por quase três horas. Alan disse em depoimento que teria pedido por socorro, mas vendo a aglomeração de pessoas e, assustado, teria pegado carona e saído do local. Em seguida o irmão dele apareceu no local acompanhado do pai, foi submetido a teste de bafômetro que deu negativo. Dias depois, quando a polícia descobriu, o irmão admitiu que assumiu ser o condutor da caminhonete porque Alan seria “bastante agitado e nervoso e que ficou preocupado com sua integridade física”, relatou em depoimento. Por ter assumido falsamente a conduta, o irmão foi indiciado pela Polícia Civil e condenado a pagar R$ 13,2 mil a uma entidade beneficente.

Alan relatou também que voltava de um jogo de futebol em Lacerdópolis e que não teria ingerido bebida alcoólica. O processo contra ele por crimes de trânsito tramita na 2 ª Vara da comarca de Capinzal.

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