Audiência Pública reuniu representantes da cadeia do leite para debater as dificuldades do setor

Estado – Os altos volumes de importação, o preço praticado e a queda no consumo de leite, estiveram no centro dos debates realizados na manhã desta quinta-feira (28), durante a Audiência Pública, proposta pelo deputado estadual Altair Silva (PP) e promovida pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa.

O evento aconteceu no Plenarinho da ALESC e reuniu produtores, equipes técnicas, representantes de associações, da Secretaria da Agricultura, além de vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, que sugeriram como medidas imediatas para conter a crise no setor, a compra pelo Governo Federal do leite excedente no mercado e, campanhas para melhorar a imagem do produto. Conforme o deputado Altair Silva (PP) é no momento de crise que precisasse unir forças. “Precisamos unir forças para produzir resultados efetivos e melhorar a situação do produtor catarinense.”, afirma Silva.

Os representantes da cadeia produtiva do leite sugeriram ainda, o controle da importação, maior participação do leite na merenda escolar, tecnologia para redução do custo das embalagens e disponibilização de recursos através do Plano Safra do Governo Federal, permitindo modernizar a atividade e manter o mercado competitivo.

Para o deputado Altair, proponente da audiência, essas ações vão regular a oferta e a demanda. “Os pontos discutidos na audiência serão encaminhados em forma de relatório para o Fórum Parlamentar Catarinense em Brasília para que juntos possamos buscar ações no governo. Pretendemos assim, ajustar os preços pagos aos produtores e aumentar o consumo”, comenta Silva.

O secretário adjunto da Secretaria Estadual de Agricultura e Pesca, Airton Spies, realizou uma apresentação técnica durante a audiência e demostrou o crescimento da cadeia nos últimos anos. Para ele, além das questões levantadas, os produtores devem estar organizados. “Precisamos que os produtores se organizem e criem o elo entre as partes da cadeia produtiva”. Ele completa, “acredito que os produtores deveriam firmar contratos entre as partes para evitar essas oscilações”, destacou Spies.

O Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados de Santa Catarina (SINDILEITE/SC) esteve representado pela secretária executiva, Amábile Neckel, que destacou que a competitividade do setor só vai acontecer de verdade se a categoria se unir. Amábile ainda apresentou dados, demonstrando que o Estado já conta com 50 mil famílias produtoras e mais de 60 mil indústrias, o que garante a Santa Catarina o título de quinto maior produtor de leite, com 2,4 bilhões de litros/ano, essa quantidade representa aproximadamente 10% da produção nacional.

Além do auxílio financeiro, produtores catarinenses também lembraram, durante a audiência, da importância de melhorar a imagem do leite para que o consumo cresça ao lado da produção. “Hoje vemos propagandas de cerveja e refrigerantes que, mesmo caros, são consumidos. Por que? Porque existem propagandas. Por isso, acredito que precisamos melhorar a imagem do nosso leite aos olhos dos consumidores”, disse o produtor e vereador da cidade de Sul Brasil, Claudimar Ferrari.

A audiência contou com a presença dos deputados Altair Silva (PP), autor do requerimento que solicitou o debate, Natalino Lázare (PR), presidente da Comissão de Agricultura, Maurício Eskudlark (PR), Cesar Valduga (PCdoB), José Nei Ascari (PSD), Neodi Saretta (PT), Mário Marcondes (PSDB) e Dirceu Dresch (PT). Além de representantes da Ocesc, Cravil, FAESC, Sindileite, Epagri, Cidasc, Fecoagro, FETAESC, SEAD, Aurora, UFFS, e da Secretaria Estadual de Agricultura e Pesca. Os vereadores dos municípios de Mondaí, Major Gercino, Ouro, Sul Brasil, Ouro Verde e Riqueza também participaram. Prefeitos, vices e secretários da agricultura de Elmo, Seara, Jaborá e Arroio Trinta demonstraram preocupação com o setor.

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