Banco Mundial divulga dados preocupantes sobre educação no Brasil

Nesta quarta-feira (7), o Banco Mundial divulgou dados sobre a educação no país. O relatório “Competências e Empregos: Uma Agenda para a Juventude” aponta que um a cada dois jovens brasileiros com idade entre 19 e 25 anos corre sério risco de ficar fora do circuito dos bons empregos no país e, com isso, está mais vulnerável à pobreza.

De acordo com o documento, 52% da população jovem brasileira (25 milhões) está desengajada da produtividade. Destes, 11 milhões são os populares “nem-nem”, não trabalham nem estudam. Também tem os que estão estudando, mas com atraso e os que trabalham mas estão na informalidade.

“É uma população que vai ser vulnerável, vai ter mais dificuldade de achar emprego, corre maior risco de cair na pobreza”, disse o diretor da instituição para o Brasil, Martin Raiser.

Não é só o futuro dos jovens que está ameaçado, o crescimento da economia brasileira também está em risco. Isso porque a produção do país vai depender do trabalho deles e em uma produtividade maior que seus pais para reverter uma tendência de queda na taxa de crescimento do Brasil.

A urgência na adoção de uma agenda para que o Brasil produza melhor com os recursos que possui foi analisada em outro relatório: “Emprego e Crescimento: a Agenda da Produtividade”, também divulgado nesta quarta pelo Banco Mundial. No entendimento dos economistas do organismo, os dois temas estão profundamente relacionados. A melhora na formação de jovens e sua preparação para o mercado de trabalho é um dos itens da agenda da produtividade.

Um ano a mais de estudo não é recompensado no salário

Países como a Malásia, Coréia do Sul e Turquia oferecem um aumento no salário entre US$ 3 e US$ 7 mil para um ano a mais na escola. No Brasil o ganho é próximo a zero. “Precisamos de uma educação de qualidade que cumpra sua missão de dar competência aos jovens”, disse a economista do Banco Mundial Rita Almeida.

No Brasil, apenas 43% da população acima de 25 anos concluiu o ensino médio. Nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o índice é de 90%. Atualmente, 1 a cada 3 jovens de 19 anos já está fora da escola.

Entre as ideias trazidas pelo relatório está a criação de programas para redução da gravidez na adolescência. Os programas de transferência de renda poderiam ser direcionados para estimular a conclusão do ensino médio. Além disso, seria necessário informar melhor os jovens sobre os benefícios do estudo. (Gazeta do Povo)

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