Bolsonaro diz que crise com Rodrigo Maia é ‘página virada’

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro definiu a crise com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) como “página virada”. As divergências, segundo ele, eram uma “chuva de verão”, mas agora o céu está “lindo”.

A declaração feita na manhã desta quinta-feira (28/3) figura como uma tentativa de encerrar a troca de farpas entre o Executivo e o Legislativo, que tem colocado em xeque discussões como a votação para a reforma da Previdência.

 

“O Brasil está acima de nós”, declarou Bolsonaro após participar de uma cerimônia no Clube do Exército. Além dele, o presidente do Senado David Alcolumbre (DEM) e outras autoridades também foram homenageadas durante o evento.

Maia, entretanto, não compareceu. Pela manhã, o presidente da Câmara se reuniu com o ministro da Justiça Sérgio Moro, que também teve participação nos desentendimentos entre governo e Congresso.

Apesar do atrito, Bolsonaro disse que a “reforma continua”, e que conversou com o Alcolumbre sobre a votação. Assim como sinalizou que acredita que a aprovação também é importante para Maia. “Ela é importante não para mim ou para o governo, e sim para o Brasil”, disse.

Crise

Bolsonaro e Maia vêm tendo sucessivos atritos nos últimos dias. Para tentar contornar a situação, o presidente do Executivo disse que após a viagem que fará à Israel, deve conversar com Maia. Na quarta-feira (28/3), Bolsonaro disse que Maia estava “abalado com algumas pessoas pessoais” que estavam acontecendo. Ele faz referência ao fato de Moreira Franco, ministro do governo Temer e sogro de Maia, ter sido preso durante um desdobramento da operação Lava-Jato.

Em resposta, Maia disse para o governo parar de “brincadeira” e tratar de forma séria as próximas discussões. “Não existe brincadeira da minha parte”, retrucou Bolsonaro.

Moro

As crises entre o Congresso e o Executivo também passam pelo ministro da Justiça Sérgio Moro, que também teve um embate com Maia. No último dia 20, o presidente da Câmara acusou o ex-juiz de copiar o projeto anti-crime do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

À época, Moro rebateu dizendo que apresentou um projeto de lei “inovador e amplo” contra o crime organizado. (Informações Correio Braziliense)

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