Bolsonaro e Haddad disputarão 2º turno pela presidência do país

Com 97% de urnas apuradas está definido o segundo turno para a presidência do Brasil para os próximos quatro anos. Disputam os candidatos Jair Bolsonaro (PSL), que obteve 46,46% dos votos, e o candidato Fernando Haddad (PT), que obteve 28,69% dos votos. A votação acontece no dia 28 de outubro.

Propostas dos Candidatos :

Economia

BOLSONARO

  • “Reduzir a dívida pública em 20% mediante privatizações, concessões” e venda de propriedades da União.
  • Criar um sistema paralelo de aposentadoria por capitalização; os brasileiros poderão “optar entre o sistema novo e o antigo”.
  •  “O país funcionará melhor com menos ministérios”, será criado um superministério de Economia que abarcará as atuais pastas de Fazenda, Planejamento, e de Indústria e Comércio Exterior. Bolsonaro indicou que o ministro será Paulo Guedes, um ‘Chicago boy’.
  • “Melhorar a carga tributária brasileira fazendo com que os que pagam muito paguem menos e os que sonegam e burlam, paguem mais”.

HADDAD

  • Revogar o congelamento do gasto público e a flexibilização da legislação trabalhista, aprovadas pelo governo de Michel Temer.
  • “Interromper as privatizações” e voltar a impor a participação da Petrobras em projetos petroleiros nas águas profundas do pré-sal.
  •  Equilibrar as contas do sistema da previdência “a partir do retorno do emprego” e de medidas como o combate à sonegação fiscal.

Insegurança

BOLSONARO

  • Flexibilizar a legislação sobre o porte de armas. “As armas são instrumentos, objetos inertes, que podem ser usadas para matar ou salvar vidas. Isso depende de quem as maneja”.
  • “Reduzir a maioridade penal para 16 anos”.
  • “Os policiais precisam ter certeza que, no exercício de sua atividade profissional, serão protegidos por uma retaguarda jurídica. Garantida pelo Estado, através do excludente de ilicitude”.
  • “Tipificar como terrorismo as invasões de propriedades rurais e urbanas”.
  • “Redirecionamento da política de direitos humanos, priorizando a defesa das vítimas da violência”.

HADDAD

  • “A política atual de repressão das drogas é errônea, injusta e ineficaz”. “O Brasil tem que examinar as experiências internacionais (…) de descriminalização e regulação do comércio” de entorpecentes.
  • “A política de controle de armas e munições deve ser aprimorada, reforçando o rastreamento” do armamento.
  • Integrar os serviços de Inteligência.

Corrupção

  • BOLSONARO: “Propomos um governo decente, diferente de tudo aquilo que nos jogou em uma crise ética, moral e fiscal”.
  • HADDAD: Garantir “cada vez maior transparência e prevenção à corrupção (…) No entanto, a pauta do combate à corrupção não pode servir à criminalização da política”.

Diplomacia

BOLSONARO:

  • “Deixaremos de louvar ditaduras assassinas e desprezar ou mesmo atacar democracias importantes como EUA, Israel e Itália”.
  • “Além de aprofundar nossa integração com todos os irmãos latino-americanos que estejam livres de ditaduras, precisamos redirecionar nosso eixo de parcerias”.
  • O programa de Bolsonaro não menciona o Mercosul em nenhum momento. Propõe, ao contrário, dar “ênfase nas relações e acordos bilaterais”.

HADDAD:

  • “O Brasil deve retomar e aprofundar a política externa de integração latino-americana e a cooperação sul-sul (especialmente com a África), de modo a apoiar, ao mesmo tempo, o multilateralismo, a busca de soluções pelo diálogo e o repúdio à intervenção e a soluções de força”.

Educação sexual

BOLSONARO:

  • “Conteúdo e método de ensino precisam ser mudados. Mais matemática, ciências e português, SEM DOUTRINAÇÃO E SEXUALIZAÇÃO PRECOCE”.

HADDAD:

  • “Fundado no princípio constitucional da laicidade do Estado, promoveremos a saúde integral da mulher para o pleno exercício dos direitos sexuais e reprodutivos e fortalecerá uma perspectiva inclusiva, não-sexista, não-racista e sem discriminação e violência contra LGBTI+ na educação e demais políticas públicas”.

Aborto

BOLSONARO:

  • O programa de Bolsonaro não menciona o aborto, que, no país, é autorizado em caso de risco para a vida da mãe ou de fetos com anencefalia. O candidato prometeu vetar qualquer tentativa de flexibilização desta lei.
  • Como deputado, Bolsonaro promoveu iniciativas de controle da natalidade, como, por exemplo, o reembolso pelo sistema público de saúde das vasectomias e ligaduras de trompas a partir dos 21 anos.

HADDAD:

  • O programa do PT tampouco faz referência ao aborto. Em 2012, Haddad se disse “pessoalmente contra” a sua legalização, mas falou em “estabelecer políticas públicas oferecendo às mulheres condições de planejar suas vidas”.
  • A companheira de chapa de Haddad, Manuela D’Ávila, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), é a favor da descriminalização.

LGBTI

BOLSONARO:

  • Não há nenhuma menção no programa de Bolsonaro aos direitos dos LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgênero, e Intersexuais). Várias de suas declarações foram abertamente homofóbicas.
  • Na campanha tentou se mostrar mais amigável. Em uma entrevista concedida a uma rádio de Pernambuco, disse respeitar as opções de adultos e declarou: “Os homossexuais serão felizes se eu for presidente”.

HADDAD:

  • O programa de Haddad tem um capítulo intitulado “Promover a cidadania LGBT+”, que propõe a “criminalização da LGBTIfobia” e promete criar iniciativas de inserção educativa e trabalhista “a pessoas travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade”.

Meio ambiente 

BOLSONARO:

  • O candidato do PSL, que conseguiu apoio da bancada do agronegócio no Congresso, propõe em seu programa “reunir em um só ministério” todas as áreas do governo responsáveis pela “política econômica e agrícola”, de “recursos naturais e meio ambiente rural”, assim como de “segurança alimentar”, pesca, “desenvolvimento rural sustentável” e “inovação tecnológica”. As palavras desmatamento, Amazônia e aquecimento global estão ausentes do documento.

HADDAD:

  • O programa de Haddad se propõe chegar a uma “taxa zero de desmatamento até 2022, sem reduzir a produção agropecuária “graças a um uso mais eficiente” das terras de cultivo e do pasto.
  • Também se propõe iniciar uma transição para “uma economia justa e de baixo carbono, contribuindo decisivamente para conter aquecimento global”.

(IstoÉ)

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