Brasil tem 11.130 casos de Covid-19 e chega a 486 mortes

O Brasil já registra ao menos 486 mortes pelo novo coronavírus, de acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados neste domingo (5).

Foram contabilizadas 54 novas mortes confirmadas nas últimas 24 horas.

Com o novo balanço, o país também já soma 11.130 casos confirmados da doença. O número representa um salto de 8,3% em relação ao dia anterior, quando foram computados 10.278 casos.

O ministério, porém, tem informado que o número real de casos tende a ser maior, já que são testados apenas os casos graves, de pacientes internados em hospitais, e há casos represados à espera de confirmação.

Os números divulgados neste domingo mostram que é a primeira vez em cinco dias em que foram registrados menos de mil casos (852), no intervalo de 24 horas. Em relação aos óbitos, é o menor número dos últimos três dias.

O Ministério da Saúde, no entanto, informou que esses resultados se devem principalmente ao fato de ser domingo. Portanto, as equipes de saúde trabalham em número reduzido e menos testes do vírus são realizados.

Acre e Tocantins se mantêm como os únicos dois estados sem mortes em decorrência do novo coronavírus.

São Paulo segue como o estado com maior registro de casos confirmados e óbitos, com 4.620 e 275, respectivamente. O Rio de Janeiro aparece na sequência com 1.394 casos e 64 mortes. Depois aparece Ceará, com 823 casos e 26 óbitos.

O boletim do Ministério da Saúde também mostra que segue aumentando o índice de incidência da doença por 100 mil habitantes de cinco estados, que estão na transição para a fase de aceleração descontrolada: Distrito Federal (15,3), São Paulo (10), Amazonas (9,9), Ceará (9), Rio de Janeiro (8). A incidência média no Brasil é de 5,3 casos por 100 mil habitantes.

Os dados indicam que a faixa etária acima dos 60 anos segue como a maior vítima do coronavírus no Brasil, assim como em outras partes do mundo. São 83% dos óbitos.

A maior parte das pessoas que morrem em decorrência do novo coronavírus (79%) apresenta pelo menos um fator de risco. Em relação às chamadas comorbidades, as mais comuns seguem sendo cardiopatia e diabetes.

Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que equipes de atenção básica em várias cidades e estados afirmam que a subnotificação ao Ministério da Saúde de casos suspeitos tem sido gigantesca.

Dizem ainda que, sem uma portaria específica do ministério, médicos têm se guiado por notas técnicas locais com orientações distintas. (Informações Folhapress)

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