Cachorro é flagrado esperando dono que foi morto durante o carnaval, em SC

Foto: Reprodução/ NSC TV

Florianópolis – Um cachorro foi flagrado na janela de um sobrado onde morava com o dono assassinado no Centro de Florianópolis.

D. D. B. B., de 29 anos, que foi baleado na cabeça em frente ao estacionamento onde trabalhava como manobrista, era a única companhia do cachorro Jubileu.

A residência e o local de trabalho ficam a poucos metros de distância, ambos na Rua General Bittencourt. O crime ocorreu no sábado (22) durante o carnaval e a morte foi confirmada no hospital após dois dias.

A Polícia Civil investiga o crime, mas não passou mais detalhes.No domingo (23), um amigo do manobrista registrou o cachorro parado na janela do sobrado, como se estivesse “esperando” por D., que era tutor do Husky siberiano desde filhote.

Ainda conforme o amigo que preferiu não se identificar, há três meses os dois moraram nessa casa. Da janela, o cachorro via o tutor no local de trabalho. “Ele ficava o D. sair do trabalho todos os dias, chegavam até a ‘conversar'”, afirmou.

Crime

Segundo a polícia, cinco pessoas se envolveram em uma discussão. A vítima estava com outros dois colegas quando ocorreu o disparo. Um amigo da vítima conversou com as outras pessoas que estavam com ele no momento do crime.

“O que nos foi relatado foi que estavam em três amigos na frente do portão e passaram outras cinco pessoas na rua, provavelmente se dirigindo ao carnaval. Houve uma brincadeira da parte de um deles. Essas cinco pessoas voltaram para tirar satisfação”, explicou.

Um dos cinco estava armado e efetuou um tiro contra o manobrista. “Não houve empurra-empurra, não houve briga, não houve nada. Simplesmente puxou a arma e atirou”, disse o amigo.

Segundo a Polícia Militar, o autor do disparo estava acompanhado de dois homens e duas mulheres. Eles não foram identificados até a tarde desta quarta-feira (26).

B. morava na capital havia três anos e tinha uma filha. Ele trabalhava no estacionamento há mais de um ano e morava há pelo menos três meses no sobrado que fica na mesma rua. O velório e o enterro ocorreu no Oeste catarinense, onde moram familiares dele.

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