Campeonato Catarinense ainda não tem campeão. Processo de anulação da final em andamento

Estado – A bola parou de rolar na Série A do Catarinense de 2019, mas o campeonato ainda não tem um vencedor. Após receber o pedido de impugnação da final contra o Avaí por parte da Chapecoense, o presidente do Tribunal de Justiça de Desportiva do Futebol de Santa Catarina, Felipe Branco Bogdan, determinou que o resultado não fosse homologado pela Federação.

O Verdão iniciou os trâmites para tentar a anulação do jogo na última segunda-feira (22). Primeiramente, a agremiação verde-branca solicitou à Federação Catarinense de Futebol que não homologasse o placar, que foi favorável ao Leão da Ilha. No dia seguinte, o clube do Oeste formalizou o requerimento de invalidação da partida junto ao TJD acatado pela entidade jurídica.

Diante do recebimento do pedido de impugnação de partida formulado pela Chapecó, determinei ao presidente da FCF (Rubens Renato ngelotti) que não homologue o resultado, até o julgamento final do processo, conforme o artigo 84 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça desportiva)”, explicou Bogdan. “No momento, a homologação do resultado da partida depende do julgamento definitivo do processo”, completou. O TJD é um órgão separado da Federação.

Conforme Bogdan, o Avaí tem o prazo de dois dias para, querendo, manifestar-se. Após, a procuradoria conta com o mesmo período para emitir parecer. Na sequência, ação será incluída em para ser julgada. A Federação recebeu a determinação para não homologar o duelo na terça (23). “Em juízo de admissibilidade, identifico que o meio processual  empregado é adequado para a finalidade pretendida”, disse o presidente do TJD no documento enviado à FCF.

A decisão do Estadual, no último domingo (21), no estádio da Ressacada, em Florianópolis, terminou com vitória do Avaí por 4 a 2 nos pênaltis, após 1 a 1 no tempo normal. O árbitro Bráulio da Silva Machado não deu gol na cobrança de Bruno Pacheco, lance que valeu o títu
ara o time azurra. Imagens da TV mostram que a bola quicou dentro da meta. O juiz não quis tirar a dúvida no monitor do árbitro de vídeo preferiu ficar com a opinião do assistente. Bráulio apenas conversou com o VAR pelo rádio.

O departamento jurídico do Verdão sustenta a “necessidade de anulação da partida em razão do erro de direito ocorrido na penúltima cobrança de pênaltis pela equipe da Chapecoense, onde a bola claramente ultrapassou a linha da meta, o que foi ignorado pelo árbitro da partida, mesmo com a existência do VAR”.

A Chape alega, ainda, que, “diante da dúvida razoável gerada no lance, salvo melhor juízo, o árbitro da partida agiu contra regra elementar o jogo, que era a verificação do monitor de vídeo”. O clube lembra, também, houve uma invasão generalizada da torcida avaiana, sem
intervenção dos policiais, e que isso, de certa forma, intimidou o árbitro a visualizar o lance na tela do VAR.

O Verdão requer a remarcação da final contra o Avaí, como medida de direito, ou que ao menos seja retomada as cobranças de pênaltis com placar de 4 a 3 para o Avaí, restando ainda uma cobrança para cada equipe. A Chape contratou um perito da Unicamp, de Campinas (SP), para provar que a bola entrou no chute do lateral esquerdo Bruno Pacheco.

As informações são do Diário do Iguaçu

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