Casal acusado pela morte do filho é interrogado pela Justiça; advogado acredita na inocência da ré (vídeos)

Capinzal – Foi realizado na tarde desta segunda-feira (24) o interrogatório do casal Aislan Ribeiro Toldo e Vanessa Rodrigues da Silva, acusados pela morte do filho Bryan Emanuel Toldo, dois meses de idade. O crime ocorreu no dia 26 de março deste ano na casa do casal localizada na rua Romeu Gasser, Loteamento Parizotto em Capinzal. O caso teve ampla repercussão na imprensa.

Aislan foi preso no dia dos fatos pela Polícia Militar. Já Vanessa foi presa no dia seguinte por policiais civis que cumpriram mandado de prisão determinado pela Justiça. Ambos estão recolhidos preventivamente ao presídio regional de Joaçaba. Nesta quarta-feira o crime completa quatro meses.

A chegada do casal ao fórum de Capinzal ocorreu por volta das 14h45min. Dois agentes do DEAP transportaram os réus que entraram pelos fundos do fórum. Com uniformes alaranjados, usando marca-passo e algemas, o casal foi levado até a sala de audiência da Vara Criminal onde foi interrogado pelo juiz Daniel Radünz. A promotora Karla Bardio Meirelles participou.

Clique aqui para assistir a chegada do casal ao fórum para o interrogatório

O advogado de defesa do réu não compareceu alegando problemas de saúde. O magistrado nomeou a advogado Juliane Perotoni para acompanhar Aislan no depoimento. O advogado de defesa da ré, Marco Antonio Vasconcelos, disse em entrevista ao Michel Teixeira Notícias que acredita na inocência de Vanessa e que juntou elementos para provar que ela também teria sido vítimas das ameaças e agressões do companheiro. Assista:

Clique aqui para assistir a entrevista com o advogado Marco Antônio Vasconcelos

Após o interrogatório o casal foi levado novamente ao presídio. Marco Antônio Vasconcelos acredita que logo sejam requeridas pelo juiz as alegações finais, que é a última fase antes da eventual sentença de pronúncia. Aislan Ribeiro Toldo e Vanessa Rodrigues da Silva foram denunciados pelo MP por homicídio com três qualificadoras: motive fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Vasconcelos admite que o magistrado,  pode pronunciar Vanessa para ser submetida a júri popular, tendo por base o “in dubio pro societate“. Entretanto, caso isso aconteça, o advogado não descarta o ingresso de recurso em instâncias superiores.

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