Combustíveis em Santa Catarina tem os preços mais baixos do país

Refueling Car

Quando o consumidor catarinense vai abastecer, considera caro o combustível, mas o Estado conta com quase todos os preços mais baixos do Brasil no segmento, segundo o índice de preços da Ticket Log, empresa que atua em gestão de despesas corporativas e faz um levantamento em tempo real. O balanço de junho dos valores cobrados em 18 mil postos do país apontou que em Santa Catarina foram praticados os menores valores médios, com R$ 4,26 por litro da gasolina, R$ 2,10 por metro cúbico de GNV (Gás Natural Veicular), R$ 3,23 por litro de diesel e R$ 3,32 pelo litro do diesel S-10.

Além disso, o Estado também teve o menor preço do etanol na Região Sul, com R$ 3,50 por litro enquanto os paranaenses pagaram R$ 4,30 e os gaúchos, R$ 4,14. No RS, a média da gasolina em junho ficou em R$ 4,71, o diesel R$ 3,31 e o GNV, R$ 2,82. No Paraná, a gasolina custou R$ 4,49 e o diesel, R$ 3,29.

São duas as razões principais para os preços dos combustíveis em SC serem os mais baixos do Brasil: a carga tributária e a elevada concorrência, explica o empresário Lurran Nascimento de Souza, presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis da Grande Florianópolis (Sindópolis). 

– Aqui no Estado, as alíquotas de ICMS para o diesel e o etanol são 12% e para a gasolina, 25%. No Rio de Janeiro, o ICMS na gasolina é 34%. Um dos fatores relevantes é isso – afirma. 

Ele também diz que a concorrência é maior em SC porque há uma média maior de postos em relação ao total de habitantes. Isso força os donos de estabelecimentos a praticarem preços mais competitivos. 

– É legal informar que temos os preços mais baixos porque os consumidores do Estado reclamam bastante dos custos dos combustíveis – observa. 

Ainda sobre a concorrência, alguns empresários baixam demais os preços e acabam tendo prejuízos, o que força a vender o negócio para outra empresa. Muitas vezes essa troca de “mãos” não é percebida pelo consumidor porque o posto segue operando no local, diz Lurran de Souza.

A propósito, essas alíquotas menores são resultado da união dos catarinenses que a cada eleição exigem dos candidatos uma promessa assinada de não elevar a carga tributária. O Conselho das Federações Empresariais (Cofem) tem feito isso e os eleitos têm cumprido. Essa é uma das razões pelas quais a economia de SC é mais dinâmica e beneficia mais a população, com a menor taxa de desemprego do país, 6,5%, a metade da nacional que ficou em 13,1%. Impostos mais baixos atraem investimentos. (NSC)

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