Coronavírus: Santa Catarina tem maior número de medidas de restrição do país

Ruas de Florianópolis vazias durante o período de quarentena(Foto: Diorgenes Pandini / Diário Catarinense)

Estado – As medidas de isolamento social adotadas pelo governador Carlos Moisés em Santa Catarina para combater o coronavírus são as mais rígidas do Brasil, segundo comparação entre todos os estados do país feita pelo jornal Folha de São Paulo nesta quarta-feira (25).

Conforme o levantamento, Santa Catarina é o único estado a ter atualmente suspensão total e simultânea de aulas, transporte público, espaços de lazer, shoppings, comércio de rua e visitas em presídios. Outros estados, como São Paulo e Paraná, adotaram o funcionamento parcial de alguns serviços ou mantiveram o transporte coletivo funcionando.

Santa Catarina também tomou a maioria das medidas antes de outras regiões. A prefeitura de Florianópolis, por exemplo, foi a primeira a proibir o acesso às praias, e a quarentena no comércio adotada em SC desde a última quarta-feira (18), passou a valer em São Paulo somente nesta terça-feira (24). 

Ainda é cedo para analisar a eficácia das decisões, mas o governo catarinense já vê resultados. Em coletiva de imprensa nesta terça, o governador Moisés afirmou que o número de casos suspeitos de Covid-19 em Santa Catarina está diminuindo, embora os confirmados já passem de 100.

– Tivemos uma redução do projetado, que é o que esperamos com as medidas em Santa Catarina. Vamos colher resultados e esperamos programar normas que nos permita conviver com o vírus e nossas atividades sejam retomadas, até para que as pessoas estejam ocupadas e possam tocar a vida, mas já com os cuidados bem praticados – reforçou o governador.

Para a médica infectologista Regina Valim, as medidas foram válidas e tomadas na hora certa:

– Quanto mais precocemente você agir, menor a possibilidade de você ter uma ampliação da dispersão viral. Então você consegue realmente ter uma resposta mais eficiente. A gente tem disseminação comunitária em Santa Catarina somente na macrorregião do Sul. Em Florianópolis não tem ainda, então isso dá o impacto. No próprio Estado temos situações diferentes, enquanto em outros lugares do país você vê estados inteiros com transmissão comunitária do coronavírus.

Sobre o transporte coletivo, que parou de rodar por completo somente em Santa Catarina, a infectologista aponta que estudos mostraram os ônibus, trens e metrôs como responsáveis por facilitar a transmissão da doença:

– Essa foi uma medida importante, a exemplo do que vimos em outros países. Seria melhor se as coisas fossem mais homogêneas em todos os estados, mas a gente sabe que cada lugar tem os seus problemas estruturais. Fica complicado quando um Estrado proíbe, o outro não, e há trânsito entre eles. (Informações NSC)

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