Delegado é condenado por receber propina para proteger cassino clandestino

Estado – O delegado aposentado Ademir Serafim foi condenado a oito anos, seis meses e seis dias de prisão por receber propina de um cassino clandestino em Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense.

Ele foi sentenciado por peculato e corrupção passiva, com pena em regime inicial fechado. A decisão é da 2ª vara Criminal da Comarca de Balneário Camboriú. Cabe recurso da determinação.

A investigação que resultou na denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apontou que Serafim recebia, por intermédio de um policial civil, R$ 2 mil por mês para garantir o funcionamento da atividade, valor que era dobrado na temporada de verão. Além disso, segundo a acusação, ele dava informações privilegiadas e não fazia operações policiais no local.

A condenação por corrupção passiva se deu porque a justiça entendeu que ele recebeu vantagens indevidas em razão de sua função pública de delegado. Em relação ao peculato, foi porque o então delegado usava veículo público para receber a propina, entre outras atividades particulares.

Apesar de já estar aposentado, Serafim também teve decretada a perda do cargo público, resultando na perda de direitos relacionados à remuneração especial do funcionalismo público.

De acordo com o MPSC, as penas serão aplicadas após o trânsito em julgado, quando não há mais possibilidade de recorrer ao processo.

Outros condenados

Além do ex-delegado, outras quatro pessoas foram condenadas por corrupção ativa. O gerente e filho do dono do cassino, e três funcionários do estabelecimento. Os réus tiveram as penas reduzidas em quatro anos e substituídas por medidas restritivas de direitos, além de pagamento de multa e prestação de serviços à comunidade por terem feito colaboração premiada.

Investigação

Os crimes foram investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) entre 2011 e 2012, quando o então delegado foi preso e afastado das funções por determinação judicial.

Em 2012, a partir das investigações, o Ministério Público apresentou a denúncia à Justiça. (Com informações do G1)

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