Deputado Julio Garcia aparece entre 21 indiciados na Operação Alcatraz

Estado – A Polícia Federal encaminhou, nesta segunda-feira (14), outros dois relatórios relativos ao inquérito policial da Operação Alcatraz à 1ª Vara da Justiça Federal de Florianópolis, que aponta indícios de conduta criminosa em relação a 21 investigados – dois deles cumprem prisão preventiva.

Os relatórios policiais somados totalizam 21 indiciados relacionados a 20 fatos com evidências de práticas criminosas. Os crimes apurados pela Polícia Federal são de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude a licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, o prejuízo aos cofres públicos é estimado em cerca de R$ 1,4 milhão em contratos ligados à área de tecnologia. Entre os nomes indiciados está o do deputado estadual e atual presidente da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), Julio Garcia (PSD).

Contraponto

Em entrevista ao ND Mais, o deputado Julio Garcia disse estar tranquilo: “Acho que o indiciamento é um exagero. Não há corrupção, não há propina, não tem interferência nenhuma em licitação. Só me resta me defender agora. Vou discutir como será a defesa com meus advogados. Mas estou calmo, sereno, e vou provar na Justiça a minha inocência”.

O que dizem os relatórios

O primeiro relatório policial detalha indícios de conluio criminoso entre empresários, agentes públicos e servidores que teriam atuado para fraudar um processo licitatório e seus atos decorrentes da Secretaria da Administração do Governo do Estado de Santa Catarina (SEA/SC) que tramitaram entre os anos de 2015 e 2018, acarretando acordos superfaturados e com evidências de pagamentos de vantagens indevidas a agente público. Julio Garcia é citado nesse relatório.

A investigação apontou um prejuízo, em valores atualizado, aos cofres públicos, em razão dos ajustes fraudulentos, estimado em cerca de R$ 1,4 milhões em contratos ligados à área de tecnologia. O mesmo relatório ainda detalha indicativos de crimes de lavagem ou ocultação de bens, tendo ao todo sido identificadas 18 ações distintas, sendo 7 delas tendo como objeto imóveis, 4 veículos e outras 7 pagamentos diversos.

O segundo relatório policial, novamente, detalha indícios de conluio criminoso entre empresários e um agente público que teriam atuado para fraudar um processo licitatório realizado pela Procuradoria Geral do Estado de Santa Catarina (PGE/SC) no ano de 2015, acarretando acordos superfaturados, também ligado a área de tecnologia, e com evidências de pagamentos de vantagens indevidas ao agente público. (Informações ND Mais)

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