Duas chapas são cotadas para disputar presidência do Conselho da BRF

O futuro conselho de administração da BRF, a maior empresa catarinense, começa a ser desenhado no dia 26 de abril, em uma assembleia de acionistas em Itajaí, no litoral Norte catarinense. A escolha ocorre em meio a uma disputa entre o grupo liderado pelo atual presidente do conselho, Abilio Diniz, e os fundos de previdência Petros e Previ, ligados à Petrobras e ao Banco do Brasil, que exigem desde o começo do ano a saída de Diniz.

Na última semana, esperava-se por uma renúncia do presidente do conselho, que acabou por não se concretizar após reuniões realizadas na quinta e sexta-feira. Com isso, há agora duas chapas postas. Uma liderada por Augusto Cruz, com o apoio dos fundos. A outra é encabeçada pelo ex-ministro Luiz Fernando Furlan, ligado aos herdeiros da Sadia e que possui a bênção de Diniz.

Existe a possibilidade de um acordo até o dia da votação para a criação de uma chapa consensual, porém ainda não há garantias disso. Certo, até o momento, é a saída de Abilio Diniz da presidência do conselho, cargo que ocupa desde 2013. Antes da BRF, o paulista já havia ocupado a mesma função do Grupo Pão de Açúcar, fundado por seu pai. Agora ele tenta negociar para manter influência nas decisões da empresa, da qual é dono de aproximadamente 4% das ações.

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