Eleições 2018: “Centrão” oficializa apoio a Alckmin

Brasil – Os partidos do Centrão – PP, PR, PRB, DEM e Solidariedade – oficializaram na manhã desta quinta-feira (26) em Brasília seu apoio à pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República.

O líder do DEM, ACM Neto, disse que não é possível apoiar um candidato “querendo genuinamente votar em outro”, em uma clara referência à longa novela da aliança do bloco que chegou a pender para Ciro Gomes.

— Nesses dias de muita reflexão e dúvidas, é natural que tenhamos dúvidas. Temos de ouvir o coração na política também — afirmou o deputado.

ACM Neto também fez referências sobre um possível racha no bloco, o que foi especulado nos últimos dias.

— Todos os partidos que compõe essa aliança tinham pré-candidatos e fomos capazes de deixar de lado as questões internas de cada partido para promover uma aliança que foi encarada por muitos com ceticismo e desconfiança, ouvíamos que esse bloco iria se dividir.

A aliança, segundo ele, teve espírito público e sentimento de brasilidade.

— Foi com esse espírito que chegamos até aqui para convergir em torno de Alckmin — disse.

O líder dos democratas também agradeceu o empenho do deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ) como pré-candidato. Mais cedo, o próprio ACM leu uma carta de Maia desistindo do posto.

— Rodrigo vem dando contribuição imprescindível para a estabilidade democrática — disse.

Ele disse ainda que o presidente da Câmara dos Deputados foi a síntese da capacidade de diálogo e construção coletiva.

Do PRB, Marcos Pereira, afirmou que o Brasil precisa ser encarado hoje de forma realista e esperançosa e que o partido realizou pesquisas para escolher quem apoiar. Segundo ele, 72% dos entrevistados disseram que o próximo presidente precisa ser conciliador.

— São Paulo está no azul e Alckmin vai fazer o País voltar ao azul também, rumo à conciliação. O Brasil não pode mais flertar com extremos.

O líder do Solidariedade, Paulinho da Força, afirmou em seu discurso que “para tirar o País do buraco só um conjunto de forças como essa”.

— Nós precisamos reconstruir essa organização sindical — disse. (Diário Catarinense)

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