Embargo à BRF não é desanimador segundo a pasta da agricultura

A suspensão em unidades da BRF da exportação da carne de frango para a União Europeia afeta 5% do volume total de vendas de empresas catarinenses ao bloco econômico, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. Tudo o que foi produzido depois do embargo foi colocado para comercialização no mercado brasileiro, como mostrou o NSC Notícias desta segunda-feira (19).

As três unidades da BRF em Santa Catarina impedidas de exportar aves para a União Europeia ficam na região Oeste, em Chapecó, Concórdia e Capinzal. A BRF não deu detalhes sobre o volume produzido nestas unidades. A empresa afirma em nota que está prestando todos os esclarecimentos necessários para atestar a qualidade e segurança dos produtos.

Para a pasta da Agricultura, o embargo aos frigoríficos da BRF não é tão desanimador. O secretário Airton Spies acredita que o Ministério da Agricultura acertou na estratégia: parou de autorizar a exportação de carne de frango para a União Europeia para dar explicações sobre a qualidade do produto brasileiro.

“Com isto, a União Europeia, devidamente esclarecida, poderia evitar que sofrêssemos um embargo vindo da União Europeia, que poderia afetar o setor como um todo”, afirmou o secretário.

Números e mercado

O governo tem medido o impacto somando todas as empresas catarinenses que exportam carne de frango. No ano passado, elas venderam quase 150 mil toneladas à União Europeia, o que rendeu mais de U$ 360 milhões de dólares.

No dia do embargo, na sexta (16), a carne que já tinha embarcado nos navios conseguiu seguir viagem. Mas o que foi produzido depois vai ter que ficar em lojas e supermercados do Brasil. Esse procedimento deve continuar.

“O frigorífico não vai parar de abater, ele tem suas escalas de produção, de abate, seus compromissos. O produtor não vai parar de produzir e isto vai começar a acumular”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, José Zeferino Pedrozo.

O preço até já baixou, segundo a federação. Para vencer a concorrência, a carne suína também poderia ficar mais barata. Porém, há criadores com dificuldades, já que o milho da ração subiu 33% no estado.

“É uma cadeia toda que está entrelaçada. Quando alguma cadeia sofre algum revés, nós vemos toda a cadeia sofrer no seu conjunto”, disse o presidente da federação.

Nesta semana, o Ministério da Agricultura terá uma reunião na Bélgica para prestar esclarecimentos técnicos à União Europeia. O secretário acredita que, depois do encontro, o ministério volte atrás.

“Esperamos que seja muito curto o prazo da suspensão. Poderemos voltar à normalidade com aquela confiança que o produto do Brasil é de qualidade e oferece todas as garantias que são exigidas pelo mercado internacional”. (G1)

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