Empresa hervalense tem dados sequestrados por hackers

Uma empresa hervalense teve seus dados sequestrados por hackers nesta semana. Os criminosos virtuais estão exigindo um pagamento em bitcoins (moeda eletrônica) para liberar as informações. O empresário se deparou com o pedido de ‘resgate’, no valor de 4,5 bitcoins (equivalente a aproximadamente R$ 65 mil reais) ao acessar o servidor.

A invasão ao sistema foi percebida pela primeira vez por uma funcionária, que acionou a empresa responsável técnica após perceber que havia algo errado.

Em entrevista à Rádio Líder, o gestor de TI (Tecnologia da Informação) da Nacional Informática, André Marin, que presta assistência para a empresa, explicou que os hackers estão explorando algumas vulnerabilidades do Windows, e dentro do servidor da empresa, ou de computadores pessoais, sequestram as informações.

De acordo com ele, os invasores, que geralmente são pessoas de outras nacionalidades, deixam um único arquivo acessível, onde constam todas as informações e dados para contato. “Eles geralmente pedem o ID pessoal para mandar um arquivo descriptografado, comprovando que podem devolver todas as informações”, detalhou André.

O gestor de TI informou que uma negociação está em andamento com os criminosos, pois a empresa não possui condições de pagar o valor inicial exigido. Atualmente o valor está em 1,5 bitcoins (cerca de R$20 mil reais). O bitcoin está cotado a R$ 13.643,25.

“Neste meio tempo estamos tentando fazer a quebra da criptografia com meios alternativos, mas o tipo de vírus é um dos mais complexos”, revelou André, ao comentar que por ser uma conta eletrônica, não é possível rastrear o destinatário.

Para efetuar o pagamento do resgate, o empresário terá que abrir uma conta, adquirir a moeda e fazer a transação. Além da empresa hervalense, mais 10 empresas foram invadidas pelos hackers nos últimos dias.

Proteção

André Marin alerta que para proteger os dados, é preciso que as empresas utilizem políticas de segurança para manter o controle sobre a navegação de internet, evitando que os usuários cliquem acidentalmente em emails falsos, manter o pacote office atualizado e licenciado, que permitem atualizações de segurança que vão corrigir as vulnerabilidades, além de fazer o backup dos dados em nuvens, fora da empresa.

(Rádio Líder)

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