Epagri investe em conhecimento e tecnologia para fomentar riqueza no meio rural

Estado – Promover o desenvolvimento sustentável do meio rural em benefício da sociedade é a missão da Epagri, que se vale de conhecimento, tecnologia e extensão para alcançar esse objetivo. E não foi diferente durante o Governo de Eduardo Pinho Moreira: “Em 2018, a Empresa teve atuação profícua e diversificada, que contribuiu para o crescimento da riqueza nos meios rural e pesqueiro catarinense”, descreve o presidente Luiz Hessmann.

Durante o ano, a Epagri atendeu 104.318 famílias de agricultores, indígenas, maricultores, pescadores e quilombolas do Estado. Foram desenvolvidos 107 projetos na extensão, 68 deles na área técnico-produtiva, 12 de cunho social e oito ambientais.

A capacitação de jovens dos meios rural e pesqueiro continuou a ser um dos focos da Epagri no ano corrente. Durante o período, treinou mais 340 jovens em produção, organização e protagonismo. Foram 13 cursos oferecidos nos Centros de Treinamento da Empresa.

Os cursos foram realizados graças a um aporte de R$ 3.096.671,31 que a Epagri conquistou no início do ano por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Adicionando as contrapartidas da companhia, o valor global dos investimentos alcança R$ 3.161.607,82. Além da capacitação de jovens, os recursos também permitiram melhorias nos 13 Centros de Treinamento da Empresa.

Centros de Referência Tecnológica

Com a verba do MAPA, a Epagri investiu na criação de três Centros de Referência Tecnológica (CRT), que são estruturas para capacitar produtores, técnicos e outros agentes ligados a determinadas cadeias produtivas. No Centro de Treinamento de Campos Novos foi incrementada a CRT de gado de leite, já com cursos em 2018. No Centro de Treinamento de Tubarão, a Epagri implantou neste ano a CRT de gado de corte, onde promoveu dois cursos e um dia de campo. Também entrou em funcionamento a CRT de produção integrada de uva e pêssego, no Centro de Treinamento de Videira.

Em maio, a Epagri também inaugurou, em Tubarão, novas instalações de sua Gerência Regional e ampliação do Centro de Treinamento. Foram investidos R$ 277.500,00 nas obras, provenientes do Programa SC Rural e da própria Epagri.

Ainda em convênio com MAPA, a Epagri desenvolveu em 2018 projeto iniciado em 2016 para difundir e incentivar a agricultura de baixo carbono e de transição para sistemas de produção sustentável, tendo a assistência técnica e extensão rural como principal ferramenta para esse fim. O valor conveniado chega a R$ 816.330,00.

Outro convênio, com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), no valor de R$ 2.289.055,00, deu início em 2018 ao projeto de atendimento para mil famílias em 71 municípios do Alto Vale do Itajaí e do Oeste catarinense.

Pesquisa

Paralelamente à divulgação de conhecimento, a Epagri atua em suas unidades de pesquisa para desenvolver soluções que atendam às crescentes necessidades de uma agricultura moderna e sustentável. Foram desenvolvidas 14 tecnologias em 2018, iniciados 110 projetos de pesquisa e encerrados outros 56.

Entre as tecnologias finalizadas durante o ano, destaque para os três cultivares: a nectarina BRS SCS Nina, o feijão SCS 206 Potência e o arroz SCS 124 Sardo. Um cultivar leva até 12 anos para ficar pronto, em uma série de cruzamentos que buscam um produto de qualidade genética diferenciada que atenda demandas específicas dos produtores, como resistência a uma determinada doença, por exemplo.

A equipe de pesquisadores ainda foi responsável, em 2018, pelo estabelecimento de três novas prática agropecuárias e duas aquícolas, lançamento de três softwares e de dois equipamentos: plataforma automatizada de monitoramento de colmeias e flutuador para cultivo de macroalga. Ainda neste ano, foi realizado mapeamento dos parques aquícolas marinhos em Santa Catarina.

Incrementos de instalações

A área da pesquisa também teve incrementos de instalações durante 2018. Em junho, foi inaugurado o Laboratório de Biotecnologia em Sanidade Animal (Biotecsa), instalado dentro do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri (Epagri/Cepaf), em Chapecó. O Oeste é a maior bacia leiteira catarinense, com 75,1% da produção do Estado. Para atender a essa demanda, o laboratório trabalha com foco em diagnóstico microbiológico e molecular de enfermidades que afetam a produção animal e a saúde pública.

Os laboratórios representam uma parte importante do trabalho da Epagri, não apenas por gerarem conhecimento, mas também por prestarem serviços fundamentais para o desenvolvimento sustentável da agricultura. Nos laboratórios de Chapecó e Ituporanga, os técnicos da Epagri realizaram quase 40 mil análises de solo em 2018. A análise traça um “raio x” que permite ao agricultor conhecer a condição de “saúde” da sua terra. De posse desse laudo e com a ajuda de um profissional da Epagri, ele define exatamente a quantidade de insumos a aplicar. O resultado é uma plantação ambientalmente mais equilibrada, mais produtividade e mais lucrativa. A recomendação é de que o agricultor faça análise de solo a cada três anos.

O Laboratório de Ensaio Químico da Estação Experimental da Epagri em Caçador é outro que fornece informações técnicas indispensáveis para a agricultura catarinense. Lá são realizadas análises foliares, que fornecem um retrato do estado nutricional de plantas de diferentes cultivos. Até o fim do ano, foram realizadas quase mil análises foliares para produtores rurais e outras 1.110 para pesquisadores.

Análise da polpa da maçã também é atribuição do Laboratório de Ensaio Químico. Esse estudo indica o potencial de armazenagem da fruta após a colheita, fornecendo uma informação fundamental para a comercialização da safra. Ao fim de 2018, tinham sido realizadas cerca de 800 análises desta natureza para produtores rurais, e mais 630 para pesquisadores.

Ainda na área de pesquisa, a Epagri inaugurou, no dia 30 de novembro, novas instalações da Unidade de Beneficiamento de Sementes de Arroz (UBS) da Estação Experimental de Itajaí. A Unidade existia desde 1980, mas o prédio estava deteriorado e os equipamentos superados. Além da reforma na estrutura física, foram adquiridos novos equipamentos que vão garantir a qualidade das sementes de arroz produzidas pela Empresa. Atualmente, 80% do arroz cultivado em Santa Catarina utiliza cultivares desenvolvidos pela Epagri.

No dia 27 de novembro a Estação Experimental da Epagri em Videira inaugurou as obras de reestruturação da sua Vinícola Experimental. Foram investidos R$ 890 mil em recursos provenientes do PAC Embrapa. Quase a metade desse valor (R$ 430 mil) foi aplicado na reforma do prédio. O restante (R$ 460 mil) serviu para compra de equipamentos mais modernos para elaboração de vinhos e montagem de uma fábrica piloto de sucos.

A Vinícola foi inaugurada em 1987, como Cantina Modelo, e desde lá vem contribuindo com a vitivinicultura de Santa Catarina e do Brasil. A unidade é responsável por pesquisas que deram origem a produtos ícones no mercado vitivinícola, como os Vinhos Finos de Altitude e o espumante Niágara. Também foram desenvolvidos na Vinícola Experimental espumantes pelo método tradicional e sucos de uva que caíram no gosto dos consumidores.

“Esse breve relato mostra que a Epagri caminhou a passos largos em 2018, tanto na pesquisa, como na extensão, para estar cada vez mais perto do agricultor familiar catarinense, dando apoio ao desenvolvimento deste setor, que é extremamente valioso para a economia do Estado”, finaliza o presidente Hessmann.

 

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