Escola Municipal Carlos Jaime da Rocha de Lindemberg completa um século de existência

Capinzal – Completar 100 anos de história é um feito que merece uma comemoração especial. Para tanto, a família escolar está elaborando um evento que deve marcar o centenário da Escola Municipal Carlos Jaime da Rocha, de Capinzal. A comemoração vai acontecer no dia 19 de maio, quando será servido um jantar por adesão e apresentado um teatro pelos alunos, contando a história do educandário que completa um século neste ano.

A diretora da E.M. Carlos Jaime da Rocha, Rosangela Scheurmann, destaca que a promoção alusiva ao centenário do educandário é uma parceria entre a administração municipal, direção e APP da escola, do CMEI Mundo Colorido e da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes de Capinzal. Ela traz um breve histórico da escola e revela a programação do jantar comemorativo.

A história da escola, se confunde a da comunidade e da cidade. De acordo com os relatos, a história do município começou anos de 1840, quando Jesuíno de Matos requereu as primeiras terras do Governo Imperial para colonizar a área. Estas terras chamavam-se Campo Bonito, que depois foram vendidas para outros colonizadores. Grande parte delas hoje constituem a parte física e geográfica de Capinzal.

Em 1914 ocorreu a criação do Distrito Rio Capinzal. Em 1948 perdeu a denominação do Rio e ficou apenas Capinzal. Em 17 de fevereiro de 1949 foi instalado como Município, sendo nomeado como primeiro Prefeito Antônio de Pádua Pereira.

As terras onde está instalada a E.M. Carlos Jaime da Rocha, foram desbravadas pelo senhor Virgíneo Urbano de Morais, que foi o primeiro a chegar ao local, utilizado para o plantio de milho, que garantia a engorda de porcos, um produto que era muito valorizado. Há época, Virgílio morava onde hoje está localizado o bairro São Cristóvão. Entre 1909 a 1910, chegou a estas terras, o senhor Francisco Pedro dos Santos (Chico Pedro), vindo de São Francisco de Paulo-RS, que foi o primeiro morador.

Ao longo dos anos Chico que teve dez filhos e filhas, convidou alguns amigos que moravam no Rio Grande do Sul, para tomar posse das terras aqui. Estes trouxeram outros amigos, e os amigos dos amigos, que povoaram o local.

Seu Chico era um visionário, contrariando a cultura da maioria dos agricultores da época, contratou um professor para alfabetizar seus filhos e as demais crianças da recém criada comunidade. As primeiras aulas foram dadas na casa da família pioneira, no ano de 1915. Mais tarde foi construída a primeira escola que ao longo dos anos absorveu a demanda de toda a região, chegando a ter mais de 200 alunos. A escola foi edificada em quatro lugares diferentes até o ano de 1970 foi construída a edificação em alvenaria que funciona até os dias atuais.
Carlos Jaime da Rocha, foi um professor, de São José, na grande Florianópolis, que foi acometido por uma doença grave e morreu aos 23 anos. O secretário de educação da época, que era amigo de Carlos, e deu seu nome a escola em homenagem ao professor que sequer sabia da existência do educandário.

Em 1980, iniciou suas atividades na escola, a professora Vera Toaldo Biazi, capinzalense nascida na região de Alto São Roque e que leciona lá até hoje. São mais de 38 anos de história da profissional que já lecionou para netos, filhos e avós. Ela diz ser apaixonada pela profissão e afirma que lembra perfeitamente a história do centenário da Escola Carlos Jaime da Rocha de Lindenberg.

Jamir Rosa dos Santos, neto de Francisco Pedro dos Santos (Chico Pedro), é um descendente da família pioneira e nasceu em Lindenberg. Santos conta que seu avó era uma autoridade no local, tinha o poder inclusive de prender algum mau feitor. “Meu avô era um homem muito moderno e com muita atividade, instalou serraria, ervateira, casas, doou terrenos para a escola, cemitério e igreja. A madeira era transportada a base de mula, lembrou Jamir.

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