Estelionatário tenta aplicar o “Golpe da Funerária” no prefeito de Luzerna Moisés Diersmann

Luzerna – Depois de registros semelhantes em Catanduvas e Capinzal estelionatários tentaram, desta vez, aplicar o “Golpe da Funerária” no prefeito de Luzerna, Moisés Diersmann. Um homem que disse ser de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, ligou para a prefeitura a fim de pedir dinheiro para um suposto translado de uma família do município que teria se envolvido em acidente naquele estado.

O golpista efetuou o contato telefônico com um número de prefixo 67. O prefeito ouviu do estelionatário que duas pessoas da cidade teriam morrido e uma menina teria sobrevivido no falso acidente. O golpista disse ainda que a criança estaria com uma clavícula quebrada e sozinha, por isso teria pressa em voltar para casa.

Enquanto o estelionatário falava o prefeito conseguiu acionar o secretário de Saúde e o Diretor de Assistência Social. Após pedir informações aos dois sobre formas de pagamento o prefeito disse ao golpista que poderia trazer o corpo, uma vez que a quitação ocorreria somente com a chegada da sobrevivente.

O estelionatário, então, relutou e disse que precisaria de um depósito em dinheiro para um “taxista” fazer o transporte de mais de mil quilômetros de distância. Nesse momento o prefeito desconfiou, anotou os nomes do golpista, telefone, e os nomes das supostas vítimas e pediu para que ligasse depois.

Nesse meio tempo foi providenciada uma consulta no sistema de saúde e de educação do município, mas não apareceu o nome de nenhuma das supostas vítimas.

Intrigado, o prefeito procurou na internet e viu a matéria publicada nesta quinta-feira (07) no site Michel Teixeira Notícias da tentativa semelhante ocorrida em Capinzal.  O gestor municipal comunicou o secretário de Administração e Finanças, que por sua vez, buscou orientações com a Polícia Civil que afirmou se tratar de um golpe. Posteriormente o golpista ligou novamente para a prefeitura, mas a farsa já havia sido descoberta.

Diersmann reforça o alerta aos demais prefeitos da região. Segundo ele, o momento crucial da descoberta do golpe é no momento em que o estelionatário diz que não posse se deslocar ao local onde as supostas vítimas moram por não ter dinheiro, e na insistência de que precisa de um depósito para poder transladar a menina através de um taxista.

Outras tentativas

Em outubro do ano passado a Polícia de Catanduvas fez um alerta a administrações públicas da região para que não caíssem no chamado “golpe da funerária”. De acordo com as informações, estelionatários se passaram por funcionários de empresas do ramo e pediram dinheiro ao Executivo Municipal para fazerem o translado de vítimas de um acidente que simplesmente não ocorreu. Os golpistas também teriam ligado em repartições públicas do município para pedir informações, depois um homem telefonou de um número com DDD 67 para a prefeitura, identificou-se com nome falso e disse que era funcionário de uma funerária no Mato Grosso e que naquele dia, um casal de Catanduvas teria morrido em acidente de trânsito e a filha das vítimas estaria internada em estado grave.

O homem pediu dinheiro para fazer o translado dos corpos e transferir a criança. Funcionárias do Executivo desconfiaram do golpe, despistaram o homem, que ligaria mais tarde, porém, não retornou mais a ligação. Segundo informações o nome da cidade onde teria ocorrido o acidente e a funerária em que ele trabalhava, eram falsos.

Da mesma forma, nesta quinta-feira, dia 07, um golpista tentou convencer o colaborador da Funerária Gasser e Navegantes, Adilson Ferreira da Rosa, a depositar R$ 1.300,00 para custear um translado da cidade de Campo Grande – Mato Grosso do Sul, para Capinzal. O elemento se apresentou como João Batista Pereira, se passando por parente de um casal que teria morrido em um acidente automobilístico e que a filha teria sobrevivido. Contou ainda que o casal residia no Loteamento Universitário em Capinzal e que ele teria ido para Campo Grande reconhecer o corpo do irmão.

Disse que a Prefeitura daquela cidade havia liberado um veículo para o translado do corpo, mas, precisava custear o seu retorno e o da sobrinha que tinha sobrevivido. De acordo com o Adilson, o valor seria ressarcido a seguradora da funerária quando o corpo chegasse já que em caso de morte em acidentes de trânsito os familiares tem direito ao seguro DPVAT.

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