Homem que atirou em delegacia de Joaçaba não quis matar policiais, considera juiz

Tiroteio ocorreu no dia 6 de dezembro (Foto: Rádio Catarinense)

Joaçaba – O juiz Marcio Umberto Bragaglia entendeu que o suspeito de disparar na delegacia de polícia de Joaçaba não teve intenção de matar os três policiais que aparecem como vítimas no processo. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (27) pelo magistrado. Caso fosse enquadrado por eventuais tentativas de homicídio, o réu poderia ser pronunciado a julgamento pelo tribunal popular do júri.

O magistrado ainda absolveu o homem por vias de fato. No entanto, foi condenado à pena de 2 anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente aberto por disparo de arma de fogo e periclitação da vida alheia, ou seja, colocou em risco a vida dos envolvidos.

A Justiça também determinou a devolução da arma e das munições intactas à policial civil, mulher do atirador, e a devolução do celular do homem. O magistrado também considerou que o réu foi preso em flagrante no dia 06/12/2016 e posto em liberdade no dia 10/02/2017 ou seja, permaneceu recolhido durante 66 dias, período que deverá ser abatido no cumprimento da pena.

O juiz também determinou que o homem deverá pagar 10 salários mínimos e prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas.  O homem está em liberdade desde o dia 10 de fevereiro, quando a Justiça revogou sua prisão preventiva, com parecer favorável do Ministério Público.

O réu foi ferido por arma de fogo após invadir armado a delegacia regional de polícia de Joaçaba na tarde do dia 6 de dezembro do ano passado na rua Tiradentes, centro da cidade.

O homem, aparentemente transtornado, teria abordado dois policiais que chegavam à delegacia efetuando disparos com uma pistola. Os policiais solicitaram que o homem entregasse a arma, porém, teria voltado a realizar novos disparos, desta vez em direção ao delegado regional Daniel Régis, que havia chegado ao local após ouvir os disparos.

De trás de uma pilastra, atirou contra o homem atingindo a sua perna. O réu não acertou ninguém. Bombeiros e SAMU foram acionados, mas os policiais dispensaram atendimento e solicitaram a presença no local de um médico do IGP.

A Polícia Militar também foi chamada e deslocou o Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT), mas a situação já estava controlada. O fato assustou moradores que ouviram os estampidos. O atirador é marido de uma policial lotada na delegacia regional. A delegacia foi fechada e o atendimento foi suspenso com alguns servidores dispensados. Ele utilizou a pistola funcional da mulher policial.

A motivação para conduta seria passional, já que está em processo de separação. O homem foi autuado por tentativa de homicídio qualificado e porte de arma de fogo de uso restrito.

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