Hospital Regional do Oeste realiza primeira cirurgia com impressão 3D em SC

Chapecó – O Hospital Regional do Oeste (HRO) realizou, no último sábado (10), a primeira cirurgia de grande porte de coluna em Santa Catarina, com base em planejamento em 3D. O procedimento de alta complexidade durou nove horas e envolveu cerca de 20 profissionais, entre junta médica, enfermagem e apoio.

O médico cirurgião ortopedista, Eduardo Bondan, explica que foi realizado uma impressão 3D da coluna da paciente de 14 anos, que sofria de escoliose idiopática – uma deformidade grave na coluna. Com isso, obteve uma compreensão precisa da anomalia.

“Facilitou muito ter uma cópia exata da coluna da paciente, pois ajudou na compreensão anatômica. Isso possibilitou fazer uma cirurgia muito mais precisa, com menor risco e uma agilidade cirúrgica maior, pois eu sabia ia encontrar lá durante o procedimento”, disse Bondan.

A cirurgia foi um grande marco para a medicina catarinense, que a partir de agora teve um avanço significativo para operações ortopédicas.

“Acredito que é importante para que outras pessoas que tenham problemas semelhantes e, que antes precisavam se deslocar para outras capitais, saibam que podem realizar o tratamento de qualidade, com um tecnologia de ponta, em uma cidade menor, como Chapecó”, enfatizou o médico Bondan.

A paciente Júlia Spies, de 14 anos, sofria de escoliose idiopática há três anos. A deformidade impedia a adolescente de caminhar e respirar normalmente.

“Eu adorei a experiência. Agora minha coluna é reta e eu consigo caminhar super bem. Foi tranquila a recuperação”, disse Júlia.

Julia conta que sentiu medo antes de fazer a cirurgia, mas com o tempo, entendeu a precisão do procedimento.

“Quando eu fiquei sabendo, eu fiquei com muito medo de fazer a cirurgia, mas o doutor Eduardo me acalmou e falou como seria bom eu fazer a cirurgia até para a minha saúde. Foi bem tranquila, a dor foi mínima e o sentimento é muito bom. Como é em 3D, eu consegui ver como ela era antes”, finalizou Julia.

Dados

A escoliose, ou a curvatura anormal da coluna vertebral, afeta cerca de 3% das pessoas. Casos leves podem não afetar a vida diária. Mas os casos graves podem ser dolorosos e limitar a atividade normal.

A deformidade também pode ser vista em 2 a 4% das crianças, com idades entre 10 à 16 anos.  (Informações ND Mais)

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