Hotéis planejam investir mais de R$ 4 bilhões nos próximos quatro anos no Brasil

Redes hoteleiras planejam investir mais de R$ 4 bilhões nos próximos quatro anos no Brasil, segundo levantamento da consultoria HotelInvest. Por trás dos planos, estão expectativas de aquecimento da economia, motivadas por juros menores por uma inflação controlada. “O mercado de hotéis vem mostrando sinais de crescimento desde 2017”, aponta Pedro Cypriano, sócio-diretor da consultoria.

Três quartos desse investimento devem ser concentrados em quatro estados: São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Juntos, devem receber, pelo menos, 72 unidades. São, principalmente, estabelecimentos da categoria econômica.

E quem deve puxar os investimentos são redes estrangeiras. Cypriano estima que de 55% a 70% deve ser feito por grupos de fora do país.

A rede Accor, de origem francesa e o maior operador no país, já tem planos definidos. O grupo, que opera 384 hotéis na América do Sul, e tem planos para outros 105, espera chegar em 2022 a 500 hotéis em operação e 150 em construção, dos quais três quartos no Brasil.

Segundo Abel Castro, vice-presidente de desenvolvimento da Accor na América do Sul, o potencial brasileiro no mercado hoteleiro é enorme. A rede tem mapeadas uma lista de cem cidades-alvo com potencial para receber um estabelecimento da bandeira econômica Ibis.

Um dos mercados que mais vem crescendo, segundo o consultor, é o de lazer. “Muitos, em função da desvalorização do real frente ao dólar, vêm trocando as viagens ao exterior pelo turismo interno”, diz Cypriano. Desde o início do ano, a moeda brasileira perdeu 6,76% de seu valor frente à americana.

Outro fator que pode influenciar positivamente para o setor são as baixas taxas de juros. A taxa Selic encontra-se em seu menor patamar histórico e a tendência, segundo o Relatório Focus – uma pesquisa feita pelo Banco Central junto a instituições financeiras – é que elas caiam mais. A previsão é que chegue ao final do ano a 5% a. a. Atualmente, elas estão em

“Este fenômeno vai colaborar para a ampliação do parque hoteleiro brasileiro”, diz Castro.

A isenção de vistos para turistas americanos, australianos, canadenses e japoneses deve impactar principalmente nos hotéis de luxo, aponta Cypriano. “O movimento de turistas estrangeiros ainda é pequeno, responde por 10% da demanda hoteleira,”

Mesmo mercados que estavam com grande capacidade ociosa, como o Rio de Janeiro, começam a reagir. A Copa, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016, fizeram com que a cidade expandisse fortemente sua capacidade hoteleira. De 2014 a 2017, a ocupação caiu 34,8%, segundo a HotelInvest, e voltaram a reagir no ano passado. (Informações Gazeta do Povo)

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