Idosa morre após tocar em taturana na região de Chapecó

Uma idosa de 79 anos morreu após ter encostado em uma lagarta Taturana (Lonomia Oblíqua). A morte foi confirmada pela Gerência Regional de Saúde, da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Chapecó, que fez os levantamentos e pesquisa ambiental no local do acidente.

O fato aconteceu no início do mês em uma cidade da área de abrangência da ADR. Nem a cidade, nem a identidade da vítima foram divulgadas.

Conforme informações do Setor de Zoonoses da ADR, o fato foi comunicado para a Gerência de Saúde poucas horas após o acidente e equipes de investigação ambiental foram até o local e encontraram vestígios da lagarta. Os sintomas apresentados pela vítima também coincidem com os provocados pela Lonomia, considerado um animal peçonhento.

“A investigação ambiental foi compatível e encontrou vestígios da lagarta, fechando o vínculo epidemiológico”, explica a bióloga Deyze Angelini, do Setor de Zoonoses da Gerência Regional de Saúde de Chapecó. O quadro da vítima evoluiu rápido e ela acabou falecendo alguns dias depois.

Deyze reforça o alerta para a população redobrar os cuidados com a lagarta, que é considerada um animal peçonhento. Ela possui espinhos venenosos que, em contato com a pele provocam uma série de sintomas que podem evoluir para graves hemorragias, que podem levar a morte.

Atendimento precisa ser rápido

A bióloga explica que a evolução dos casos depende do organismo de cada pessoa, mas que geralmente idosos, crianças e gestantes são mais suscetíveis. “O ideal é que se busque atendimento médico o quanto antes para a aplicação do Soro Antilonômico, que evita complicações mais graves”, reforça Deyze.

Sintomas

O primeiro sintoma ao contato com a lagarta é a ardência e dor no local, mas com o passar do tempo, conforme a evolução da toxina da lagarta no organismo, pode evoluir para dores de cabeça, náuseas e vômitos, manchas pelo corpo, dores generalizadas.

Nos estágios mais graves, a pessoa começa a apresentar sangramentos no nariz, boca, urina e que podem evoluir para hemorragias mais severas. “Por isso a importância de procurar atendimento médico o mais rápido possível”, alerta a bióloga. Se for possível, e com cuidado, a orientação é que se tente levar um exemplar da lagarta com a qual se teve contato para confirmação mais rápida do diagnóstico.

1ª morte em três anos

Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) é a primeira morte registrada em decorrência de picada de um animal peçonhento na região da ADR de Chapecó desde 2013. Ainda de acordo com a Dive, Santa Catarina não registrava morte por contato com Taturana desde 2012.

Períodos de frio diminuem casos
Conforme o Setor de Zoonoses da Gerência Regional de Saúde, os meses de frio são períodos em que as lagartas se reproduzem menos, entrando em casulos para aguardar períodos de calor. Com isso, a tendência é que o número de acidentes diminua. O período em que há maior incidência das lagartas é entre os meses de Novembro e Maio, quando o clima está quente. (Diário do Iguaçu)

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