Indústria catarinense tem o terceiro maior crescimento do país no primeiro trimestre de 2018

O setor industrial catarinense encerrou o primeiro trimestre de 2018 com o terceiro maior crescimento da produção no país. De janeiro a março, a alta foi de 5,9%, número que fica atrás apenas dos estados do Amazonas (24,4%) e do Pará (8,1%). Nacionalmente, o percentual de crescimento foi de 3,1%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na divisão por segmentos industriais, o principal destaque ficou com a metalurgia, que cresceu 32,9% nos três primeiros meses do ano. Também tiveram resultados positivos o setor de produtos de metal (19,3%), automobilístico (12%) e têxtil (11,2%). A única queda foi registrada no setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1%).

Quando a comparação é feita entre março deste ano e o mesmo mês do ano passado, o ritmo de crescimento da indústria local é um pouco menor: 2%. Mesmo assim, ficou acima da média nacional, de 1,3%. O melhor resultado entre os Estados mais uma vez ficou com Amazonas (24,3%). Por outro lado, a pior situação nesse quesito ficou com a Bahia (-5,4%). Das 15 regiões pesquisadas, oito tiveram números negativos.

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, além dos resultados na produção, também tiveram impacto positivo a alta nas vendas industriais. Ele diz que, no primeiro trimestre, o crescimento desse quesito foi de 11%.

— Quase todos os segmentos tiveram crescimento de produção e vendas. Santa Catarina prossegue num bom ritmo de atividade econômica. Está se iniciando um processo de retomada dos investimentos, ainda é lento, mas gradativo.

Outro dado do IBGE que corrobora a tese do crescimento sustentado é o acumulado dos últimos 12 meses. Em Santa Catarina, a alta nesse ponto foi de 4,7%, contra 2,9% do restante do país.

A única nota negativa ficou na comparação de março frente ao mês imediatamente anterior. O Estado teve uma queda de 1,2%, ao passo que nacionalmente a retração foi de apenas 0,1%. Segundo o presidente da Fiesc, essa retenção ocorreu por conta de “incertezas políticas”, porém ele se mantém confiante de que, ao fim do ano, o país terminará com um crescimento consistente, o que tem se refletido na geração de renda.

—Somos o segundo estado cuja indústria de transformação mais gerou empregos de janeiro a março — lembra Côrte. (Diário Catarinense)

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