Justiça autoriza perícia em armas apreendidas com suspeito de participação na morte de pintor em Capinzal

Foto: Rádio Capinzal/Arquivo

Capinzal – O juiz Daniel Radünz autorizou a realização de exame pericial em duas armas de fogo apreendidas na casa de um piratubense suspeito de participação na morte do pintor Elton Jhon Lopes dos Santos, 22 anos no antigo Clube 100 em Capinzal.

O réu, de 27 anos, foi preso no dia 24 de junho de 2015, durante operação de busca e apreensão das polícias Civil e Militar na casa do suspeito localizada no loteamento Arco-Íris e que culminou com a apreensão de dois revólveres, 33 cartuchos calibre 38, um cartucho calibre 32, 59 cápsulas deflagradas de calibre 32, 30 cápsulas deflagradas de calibre 38 e 220 projéteis de diversos tamanhos.

O suspeito foi solto após pagar fiança de um salário mínimo e respondeu ao inquérito em liberdade. Denunciado pelo Ministério Público pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e munições, a denúncia foi recebida pelo Poder Judiciário. A arma do crime até o momento não foi localizada. Ela se trata de uma peça fundamental para que a Justiça consiga fazer os encaminhamentos necessários em relação ao crime.

A defesa solicita a absolvição do réu pela suposta fragilidade de provas. Pedido para realização de exame pericial de comprovação balística solicitado pela Polícia Civil no final de janeiro deste ano foi atendido no último dia 3. O magistrado também designou audiência de instrução e julgamento para o dia 24 de maio, às 13h30min.

Segundo o processo, o suspeito faltou a algumas apresentações mensais condicionadas pelo judiciário, conforme consta no registro de anotações no caderno de comparecimentos.

Entenda o caso

Testemunhas relevaram durante o inquérito policial que visualizaram o autor do crime entregar a arma um dos denunciados, sendo que ambos registram diversas passagens policiais por crimes relacionados a arma de fogo. Um dos réus já havia sido preso em flagrante em 2014. O suspeito de ter recebido a arma do atirador responde a processo por crime contra a vida, ameaça, desacato e furto. A polícia também realizou na mesma data busca e apreensão na casa dele, localizada no centro da cidade.

Diego de Amaral Almeida, acusado por provocar a morte do pintor, foi condenado no dia 23 de novembro do ano passado à pena de 14 anos de reclusão em regime inicial fechado. A defesa recorreu da condenação ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

O crime

Segundo as informações colhidas no processo, o crime teria ocorrido por um desentendimento entre autor e vítima momentos antes do homicídio. Enquanto a vítima adquiria ingressos para um baile, Diego chegou armado com revólver e efetuou disparos que mataram Elton Jhon no local.

A prisão

Após o crime Diego de Amaral Almeida fugiu do local. O suspeito foi preso dez dias depois por policiais civis e militares em cumprimento de mandado de prisão expedido pelo Poder Judiciário da Comarca de Capinzal. A prisão ocorreu na avenida José Leonardo Santos (Estrada Velha). O mandado foi expedido um dia antes já que havia a informação de que o suspeito pretendia se ausentar da cidade.

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