Desmembrado processo e data do júri a acusados de espancar homem até a morte deverá ser definido

Capinzal – O juiz da 2ª Vara da comarca de Capinzal, Daniel Radünz, decidiu nesta terça-feira (11) desmembrar o processo em relação a Evandro Domingos França, acusado de homicídio e que recorreu da sentença de pronúncia proferida pelo magistrado para ser submetido a júri popular. O recurso em sentido estrito será julgado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

A decisão do magistrado tem por finalidade não prolongar a prisão preventiva dos outros três acusados, Lariane dos Santos, Valdecir Moreira e Edivaldo Bazilio da Silva. O prazo para recurso aos três se esgotou e a data para o julgamento popular deverá ser definida nas próximas horas pela Justiça.

“Considerando que apenas o acusado Evandro Domingos França recorreu da sentença de pronúncia, determino o desmembramento do feito, na forma do art.80 do Código de Processo Penal, a fim de não prolongar a prisão preventiva dos demais acusados. Tão logo criados os novos autos, que tramitarão apenas com relação a Lariane dos Santos, Valdecir Moreira e Edivaldo Bazilio da Silva, as partes deverão ser intimadas na forma do art.422 do Código de Processo Penal”, anotou Radünz.

Os réus são acusados de homicídio qualificado pelo motivo fútil e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima Adilson Pereira da Silva, 33 anos. Constam nos autos que no dia 26 de janeiro de 2016, por volta das 22h, debaixo da ponte Irineu Bornhausen, os denunciados teriam amarrados as mãos da vítima e espancaram-no com diversos socos, pontapés e pauladas, cujas lesões causaram a morte de Pereira, conforme apontou laudo pericial. Os acusados costumam dormir embaixo da ponte. No dia do crime, os réus estariam reunidos com a vítima no local.

Os envolvidos teriam ingerido bebida alcoólica e fazer uso de entorpecente (tíner). Em dado momento teria iniciado uma discussão motivada pelo fato de ter vindo à tona comentários de que a vítima teria, no passado, estuprado a própria mãe, bem como porque em data anterior Pereira teria assediado a denunciada Lariane enquanto ela dormia. Na sequência, todos os denunciados teriam iniciado uma série de agressões físicas contra a vítima. Um pedaço de pau também teria sido usado contra Pereira.

Os denunciados também teriam tentado asfixiá-lo colocando uma sacola plástica em sua cabeça. Posteriormente, os acusados teriam jogado o corpo de Pereira barranco abaixo, nas proximidades. O caso foi investigado pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Joaçaba.

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