Justiça nega liberdade provisória a acusado de matar bebê no Loteamento Parizotto em Capinzal

Capinzal – O juiz Fernando Rodrigo Busarello negou liberdade provisória a Aislan Ribeiro Toldo, 21 anos, acusado de homicídio qualificado contra o filho Bryan Hemanuel Toldo, de dois meses de idade. A decisão do magistrado foi proferida na tarde desta terça-feira (09). O Ministério Público havia manifestado parecer contrário ao pedido de revogação da prisão preventiva formulado pela defesa do réu.

“Restou consignada a presença dos requisitos autorizadores da decretação da custódia cautelar, notadamente a manutenção da ordem pública, não só pelo extenso rol de antecedentes criminais do denunciado, mas, sobretudo, pela gravidade concreta das condições em que, em tese, foi praticado o delito. Veja-se que o crime, pelas suas características aparentemente vis, repercutiu de maneira extremamente negativa na região, recebendo ampla cobertura da imprensa e indignação coletiva. É certo que, em casos tais, faz-se necessária uma maior cautela, até mesmo porque, frente a este cenário, se revela improvável a permanência do denunciado na residência e no emprego informados pela defesa”, destacou o magistrado.

O juiz ainda nomeou defensora dativa para Vanessa Rodrigues da Silva, 22 anos, que também responde ao mesmo processo da morte do filho. Caso aceite o encargo a advogada deverá apresentar resposta à acusação em prazo concedido pela justiça.

Entenda

A defesa de Aislan Ribeiro Toldo apresentou defesa prévia e também ingressou com pedido de revogação da prisão preventiva no fórum da comarca de Capinzal. O réu é acusado de homicídio qualificado contra o filho Bryan Hemanuel Toldo, de dois meses de idade. A defesa do réu alegou que mesmo em crimes inafiançáveis seria possível que o acusado respondesse ao processo em liberdade. O advogado juntou cópia de uma fatura de água e de uma declaração de que o acusado prestava serviços de ajudante de pedreiro em uma obra, ou seja, teria residência fixa e trabalho lícito.

Quanto à mãe do bebê, o juiz Daniel Radünz  já indeferiu pedido de liberdade provisória a Vanessa Rodrigues da Silva. Um habeas corpus também foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça. O crime ocorreu no dia 26 de março deste ano na residência do casal na rua Romeu Gasser, loteamento Parizotto. Aislan e Vanessa estão presos preventivamente no presídio regional de Joaçaba à disposição da justiça. Ambos foram indiciados por maus-­tratos seguido de morte, mas a promotora Karla Bárdio Meirelles entendeu e denunciou que houve homicídio qualificado.

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