Maio foi mês recorde de exportações de carne suína para o Brasil

“O mercado interno está surpreendendo e tem sustentado as cotações do suíno produzido em Minas Gerais em patamares superiores à média histórica, quando comparado com outras praças”, avaliou o presidente da Assuvap, Fernando Araújo. A BSim da semana passada, fechou o preço em R$ 5,50, alinhada com mercado firme e com boa procura por animais que, a cada semana, estão mais leves pressionando de maneira positiva as cotações.

Em maio, puxado pelas compras da China, o volume exportado pelo Brasil de carne suína in natura foi recorde histórico mensal. A informação consta no relatório divulgado pelo Portal MBAgro que diz que, no mês, o Brasil embarcou 90,7 mil toneladas, sendo 57% (52 mil t) desse volume para os chineses. Trata-se do maior volume já enviado pelo Brasil ao país asiático em um mês.

A forte exportação ajudou a enxugar parte do excedente de oferta, garantindo a sustentação dos preços do animal vivo e da carne no atacado. Por outro lado, o consumo interno deve continuar penalizado por conta da pandemia e somente as exportações podem não ser suficientes para a sustentação dos preços nos próximos meses, uma vez que 80% da produção fica no mercado interno.

Outro ponto de destaque é o aumento dos custos de produção por conta da elevação do custo com a alimentação do animal. Apesar de leve queda em maio (-1%), o custo de produção esteve 22% acima de maio do ano passado, com milho e farelo de soja mais caros frente ao ano anterior. Mesmo com a elevação do preço do animal vivo, em maio a rentabilidade da atividade foi negativa pelo segundo mês seguido. A entrada da safrinha de milho deve favorecer este cenário, mas caso ele permaneça por mais tempo, poderemos ver ajustes de produção para atingir melhores preços.

A recuperação do rebanho suíno da China seguiu com novo crescimento, em maio. O número de matrizes aumentou 3,9% em relação a abril. O rebanho suíno também aumentou 3,9% em maio, registrando o quarto incremento mensal seguido, de acordo com o governo do país. A expansão dos planteis acontece com cautela, pois a Peste Suína ainda é um risco presente. Ainda não há precisão de que uma vacina contra a doença esteja disponível comercialmente em 2020, logo, as medidas de biossegurança continuam sendo a
defesa mais eficaz. (Assuvap)

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