Mais de oito mil detentos realizarão o Encceja nesta semana em SC

8.233 detentos e 350 adolescentes em medida socioeducativa farão a prova do Encceja (Foto: SAP)

Estado – Nesta terça-feira, dia 8, e amanhã, dia 9, 8.233 detentos do sistema prisional catarinense e outros 350 adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa vão participar do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL).

A aprovação no Encceja garante aos reeducandos e socioeducandos a possibilidade de prosseguir com os estudos, mesmo privados de liberdade. O exame, aplicado pelo Inep, é uma alternativa para quem não concluiu os estudos na idade adequada e serve como oportunidade de obter os certificados do ensino fundamental e médio.

Para o secretário de Administração Prisional e Socioeducativa, Leandro Lima, o número de reeducandos e socioeducandos inscritos no Encceja demonstra um aspecto positivo. Segundo o secretário, o processo de ressocialização requer uma série de atitudes, entre elas está o resgate da escolaridade. Lima acredita que desta forma os internos retornarão à sociedade com melhores condições.

Encceja oferece a possibilidade de elevação de escolaridade (Foto: Eugênio Barreto)

O Encceja Nacional PPL é dividido em quatro provas objetivas por nível de ensino e uma redação. Para os que buscam a certificação do ensino fundamental, as quatro provas são: Ciências Naturais, Matemática, Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes Educação Física e Redação e História e Geografia.

Já para o ensino médio, serão aplicadas provas de conhecimentos relacionados a: Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação, além de Ciências Humanas e suas tecnologias.

O participante é considerado habilitado para receber a Certificação de Conclusão do Ensino Fundamental ou Médio se atingir o mínimo de 100 pontos em cada uma das áreas de conhecimento, além de cinco pontos na redação. Ele pode receber também a Declaração Parcial de Proficiência.

Para a gerente de desenvolvimento educacional do Departamento de Administração Prisional (Deap), Josiane Melo, o acesso ao Encceja, ainda mais com um número tão expressivo de pessoas privadas de liberdade, demonstra um propósito comum de ressocialização nos sistemas prisional e socioeducativo, pois oferece a possibilidade de elevação de escolaridade.

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