Manchas no carro de acusado não eram sangue, aponta perícia; corpo da vítima foi encontrado carbonizado em Erval Velho

O advogado Marco Antônio Vasconcelos Alencar Junior protocolará no fórum da comarca de Herval d’ Oeste a defesa de Almir da Silva, 48 anos, acusado pelo Ministério Público pelo suposto latrocínio contra Martyn Willyan Carvalho dos Santos, 22 anos. O corpo foi encontrado carbonizado no dia 6 de outubro de 2016 no interior de Erval Velho.

Alencar afirma que as provas requeridas e deferidas no processo são contundentes no sentido do não envolvimento de Almir da Silva com o crime. Um laudo realizado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) aponta que as manchas encontradas no carro do acusado não eram de sangue.

Alencar, desde o final de abril acompanhou o inquérito policial e, posteriormente, e agora na fase judicial defende o réu que está preso preventivamente.

Conforme Alencar, Almir foi apontado como sendo autor “mais para dar uma resposta à sociedade de que o crime estava elucidado”. Ele comenta que não há, com base nos autos, evidências que coloquem Almir da Silva na cena do crime. Segundo Alencar, os materiais periciados (manopla do vidro do motorista, banco traseiro e uma faca) não contêm sangue, conforme laudo pericial realizado em Florianópolis. “Isso deixa evidente que o meu cliente não cometeu o crime e nem transportou a vítima em seu carro até o local onde o corpo foi abandonado”, detalha.

A acusação afirma que o acusado pelo crime teria matado Martyn Willyan em local desconhecido e desovado o corpo da vítima em Erval Velho para, supostamente, impedir a identificação teria ateado fogo no cadáver. Para Marco Antônio Vasconcelos Alencar a acusação contra Almir da Silva é baseada em elementos superficiais que o transformaram num “bode expiatório”.

“Em primeiro lugar é importante esclarecer que a vítima Martyn Willyan morreu entre as 21h42min do dia 5/10/2016 e as 14h do dia 6/10/2016. Por segundo, admitindo que a vítima conhecia um de seus agressores em razão do fato de ter ido voluntariamente ao encontro dele, os contatos telefônicos que antecederam o crime é de grande valia na busca da verdade real”, aponta a defesa.

Conforme Alencar, num dos primeiros pedidos protocolados no inquérito policial foi requerida a quebra do sigilo telefônico do próprio réu e da vítima.

“Surge de extrema importância o fato de que Almir da Silva e Martyn Willyan não trocaram ligações telefônicas entre si no dia que a vítima Martyn foi morta (05/10/2016)”, complementa no sentido de que o celular apontado como sendo da vítima sequer teria sido utilizado naquela oportunidade, o que também ficou devidamente demonstrado pela quebra de sigilo telefônico.

Entenda

O corpo carbonizado foi encontrado na tarde do dia 06 de outubro de 2016, por volta das 14h30, em uma lavoura no interior de Erval Velho. Os restos mortais estavam na região conhecida como “Morro dos Micos”, a cerca de 2 km do Restaurante Sal Grosso. O corpo, de um homem, foi localizado por populares que acionaram a Polícia Militar. A PM isolou a área para o trabalho de técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Joaçaba. O corpo foi recolhido junto ao IML de Joaçaba onde passou por necropsia. Segundo o IGP, o corpo apresentava ferimentos na cabeça e no pescoço. A Polícia Civil já iniciou a investigação do homicídio. Há indícios de que foi desovado no local e carbonizado a fim de não ser identificado.

Depois de um mês a polícia conseguiu identificar o corpo que era de Martyn Willyan Carvalho dos Santos, 22 anos, através de uma tatuagem que foi reconhecida pelos familiares que foram até o Instituto Médico Legal (IML) de Joaçaba

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