Médico acusado pela morte de pacientes será julgado nesta sexta-feira em Joaçaba

Joaçaba – Será realizada nesta sexta-feira (28) a sessão do tribunal popular do júri do médico Denis Conci Braga acusado pela morte de pacientes em Joaçaba durante exames de endoscopia. O júri está marcado para as 9h no fórum de Joaçaba. O caso tramita desde 2010 quando três pacientes morreram. Outras cinco pessoas passaram mal após os exames e foram internadas. Na época o médico chegou a ficar preso, mas pagou fiança e respondeu ao processo em liberdade.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a clínica médica de propriedade do acusado possuía alvará apenas para a atividade de consultório e não havia infraestrutura adequada para a realização de exames de endoscopia. Além disso, a secretária do médico, sem qualquer formação na área da saúde, era quem ministrava os medicamentos sedativos preliminares aos pacientes. O MPSC acredita que os detalhes do caso mostram que o médico sabia que as próprias atitudes poderiam matar as vítimas.

A Anvisa determinou em 2005 a proibição do uso, em todo o país, da lidocaína, nas formas líquidas (solução oral) para uso interno e na forma spray, que não disponha de aplicador que garanta a exatidão da dose aplicada. Assim, não garantindo a segurança aos usuários. Qualquer erro na dosagem poderia resultar em altas concentrações da substância no organismo do paciente, levando a reações adversas graves e até mesmo à morte.

Os pacientes atendidos em Joaçaba ingeriram doses de lidocaína líquida, e com uma concentração inadequada. Segundo as investigações, em razão da alta concentração de lidocaína ministrada, três pacientes morreram por intoxicação, dois deles ainda no interior da clínica médica. Outros dois pacientes também foram intoxicados e sobreviveram, enfrentando diversas complicações.

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