Moradores evitam atropelamento de macaco bugio, no Planalto Norte; animal está bem

Rio Negrinho – Um fato inusitado surpreendeu moradores do entorno da Escola Jorge Zipperer. Na manhã deste sábado (30) eles perceberam que a área tinha um novo “visitante”. Tratava-se de um macaco bugio, que foi acompanhado pelo veterinário Jackson Baia Lopes, da Secretaria Municipal de Agricultura, pela Vigilância Epidemiológica, pelos bombeiros e veterinários e professores de Medicina Veterinária da Unisociesc campus São Bento do Sul.

O veterinário disse que o animal é um macho adulto e que o bugio foi contido por populares porque estava andando na rua com risco de ser atropelado. “Logo comunicamos a Polícia Ambiental, com sede em Canoinhas. Porém, como naquele momento estavam
sem efetivo para vir recolher o animal, acionamos os bombeiros. Logo chegou o bombeiro comunitário Stanley, que é acadêmico de Medicina Veterinária na Unisociesc e recolheu o animal até o quartel, para posterior atendimento de professores especialistas em animais silvestres da universidade”.

Jackson falou também que sua especialidade é com animais de grande porte mas numa primeira análise pode constatar que o bugio não tinha nenhum ferimento. “Parecia normal e saudável. Porém, não é normal esse animal estar andando assim na rua, no chão. O bugio é um animal que gosta de ficar na árvores, na floresta. Então é preciso verificar a saúde dele para ver se está tudo bem e para entender porque ele estava ali no Vila Nova”.

O professor Eduardo Alexandre de Oliveira,coordenador do curso de Veterinária da Unisociesc, disse que o bugio já está no campus da Unisociesc, passou por diversos exames e aparentemente está bem. O trabalho aconteceu sob a coordenação da professora Ana Carolina Fredianeli, especialista em animais selvagens.

“O bugio não tem nenhum indício de doença infecciosa, nenhuma lesão ou qualquer outro ferimento. De qualquer forma foi feita a coleta de sangue, que será mandada para análise.Enquanto isso ele permanecerá na Unisociesc até este domingo quando será recolhido pela Polícia Ambiental de Canoinhas”.

O veterinário Jackson aproveitou o momento para lembrar que caso uma pessoa encontre um animal assim, o correto a fazer é tentar chispar com ele, assustando-o para que retorne ao mato, que é o seu habitat natural.

“Nunca se deve tentar pegar ele, pois pode estar com alguma doença que possa ser transmitida para os humanos. Nossa preocupação em casos de macaco é sempre com a febre amarela. Foi muito bom que não o encontramos morto, mas o fato de estar no chão poderia ser de que ele estivesse doente. Nesse caso poderia ter sido por ter febre amarela ou raiva. Por isso foi muito a importante o trabalho dos veterinários da universidade.

Ele finalizou destacando que o trabalho foi uma ação conjunta entre a Secretaria de Agricultura, Vigilância Epidemiológica, Bombeiros ,Unisociesc e comunidade. “Os moradores estão de parabéns por terem protegido o bugio. Porque já houve situações onde animais
indefesos infelizmente foram agredidos e até mortos”. (Informações Nossas Notícias).

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