MP denuncia homem por suposta tentativa de homicídio contra a filha de um mês, em Capinzal

Capinzal – O homem que foi preso pela Polícia Militar suspeito de tentativa de homicídio contra a própria filha de apenas um mês de vida foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público (MP). A denúncia foi apresentada pela promotora de justiça substituta, Mariana Mocelin. O caso ocorreu no dia 29 de junho deste ano, por volta das 21h, no Loteamento Parizotto, em Capinzal.

De acordo com o MP, o denunciado, de 26 anos, natural de Machadinho/RS, teria agredido fisicamente e se eximido de prestar auxílio à menina que teria se engasgado com o choro. Para o MP o fato teria provocado sério risco à vida do bebê. A mãe estaria no banho. Quando ela teria percebido que a filha estava desacordada e demonstrado preocupação, o denunciado teria solicitado que a mulher fosse se vestir e preparar um café, além de ter segurado a mulher pelo braço para tentar impedir que buscasse socorro, porém, supostamente sem êxito.

Ele foi solto no dia 30 de junho mediante uma série de medidas cautelares, como proibição de se aproximar da casa da ex-mulher e da criança, proibição de manter contato com elas ou familiares até que o caso seja solucionado, proibição de ausentar-se da comarca sem autorização judicial e comparecimento frequente ao judiciário para justificar atividades.

A defesa prévia foi apresentada por defensor dativo nesta segunda-feira (18).

Relembre o caso:

A suposta tentativa de homicídio foi registrada após a PM receber denúncia de maus-tratos contra uma criança. Chegando ao local a guarnição encontrou um homem que prontamente se identificou como o pai da criança e relatou que ela teria sofrido um engasgamento, e que sua mulher, a mãe da criança, já havia ido ao Hospital Nossa Senhora das Dores com o seu cunhado.

Os policiais indagaram o pai a respeito de supostos maus-tratos da criança, sendo que ele afirmou ter ocorrido um engasgamento e que sua madrasta havia feito a desobstrução das vias pelo nariz, versão confirmada pelo avô materno e a madrasta.

O avô materno relatou à guarnição que aproximadamente uma hora antes dos fatos viu a neta e ela não apresentava nenhuma lesão. Diante disso a guarnição deslocou até o hospital a fim de esclarecer os fatos e se certificar da veracidade das informações repassadas pelos familiares.

Chegando ao hospital, encontrava-se uma conselheira tutelar que a partir daí acompanhou toda a ocorrência. Ao conversar com a mãe da criança, ela teria dito que o companheiro não aceitava a filha, teria pedido para abortar ou até mesmo doar a criança. Ela disse que havia deixado a filha aos cuidados do pai enquanto foi tomar banho, e que enquanto tomava banho ouvia a criança chorando e num determinado momento a criança teria parado de chorar.

Ao sair do banho a criança estava no colo do pai, que a soltou na cama, quando percebeu que estava pálida e com marcas na face, momento em que saiu correndo pedindo ajuda quando sua madrasta teria pegado a criança e sugado o nariz, após foram para o hospital.

O médico plantonista que atendeu a criança relatou aos policiais militares que a criança deu entrada no hospital com lesão no rosto na altura das bochechas. Diante dos fatos expostos pela mãe da criança e pelas lesões aparentes que o bebê tinha, a guarnição deslocou até a casa do casal e encontrou o pai da criança que recebeu voz de prisão. Ele não esboçou reação e não quis se manifestar, preferindo ficar calado.

 

 

 

 

 

 

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