MP denuncia servidora da prefeitura de Erval Velho por suposto desvio de verbas do Fundo Municipal de Saúde

Erval Velho – O Ministério Público denunciou por peculato a servidora da prefeitura de Erval Velho, A.T., por suposto desvio de verbas públicas do Fundo Municipal de Saúde (FMS).

A denúncia foi protocolizada no último dia 17 no fórum da comarca de Herval d’ Oeste pela promotora de justiça Luísa Zuardi Neincheski. Conforme o MP, entre os meses de fevereiro de 2015 a setembro de 2017 teria ocorrido o desvio de verba do FMS para a conta particular da denunciada. O montante chegaria a mais de R$ 60 mil.

De acordo com a promotoria, a denunciada realizava essas falsificações e desvios de maneira isolada, operando das seguintes formas: usando notas fiscais anteriormente pagas e liquidadas a fornecedores do FMS, e duplicava esses documentos para embasar notas de empenho e ordens de pagamento de meses e anos anteriores, que seriam agora utilizados para o pagamento e para o suposto desvio à sua conta corrente direta; também através da reutilização da emissão de notas de empenho em valores maiores, e embasava com notas fiscais de valores menores a diferença da nota fiscal para a nota de empenho, fazendo assim a transferência para a conta corrente dela.

A servidora foi afastada do cargo e teve aplicadas medidas cautelares diversas da prisão, conforme decisão judicial, e permanecerá desta forma até o desfecho da ação penal. Segundo a promotora, os crimes supostamente praticados pela servidora também implicam atos de improbidade administrativa. “Ela será investigada não só no âmbito criminal, mas também no âmbito da improbidade administrativa com as sanções respectivas em cada seara”, destacou a promotora em entrevista à rádio Erval FM.

Em operação deflagrada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na manhã do dia 28 de setembro na Prefeitura de Erval Velho documentos foram apreendidos e a servidora, que atuava no setor de tesouraria, foi conduzida pelos policiais para prestar depoimento. O Poder Judiciário já havia autorizado a quebra dos sigilos telefônico e bancário da investigada. Agora, a Justiça irá apreciar a denúncia do MP para decidir se a servidora passa a ser ré no processo.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.