MST tem até esta terça-feira para desocupar fazenda em Zortéa

Zortéa – As famílias que integram o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) têm até esta terça-feira (22) para desocupar a Fazenda Volta Grande, na comunidade de Volta Grande, interior de Zortéa. O prazo foi concedido pelo Poder Judiciário da comarca de Campos Novos para que a saída seja feita de forma pacífica.

Na semana passada, o juiz da 1ª Vara Cível de Campos Novos, Juliano Serpa, determinou a saída das famílias da Fazenda. No Poder Judiciário da comarca de Campos Novos tramita uma ação de reintegração/manutenção de posse requerida pela Wagner Agroindustrial Ltda, proprietária da fazenda.

O magistrado negou o pedido do MST de suspensão da ação sob argumento de que o imóvel seria utilizado para fins de reforma agrária, uma vez que na esfera da reintegração de posse a propriedade é irrelevante, bastando a posse que, conforme provado o processo, seria da Wagner Agroindustrial.

O juiz solicitou ao prefeito de Zortéa, Paulo Francescki a disponibilização de ônibus, tratores e caminhões em número suficiente para o transporte das famílias e seus pertences a uma área localizada na comunidade da Linha Volta Grande (campo de futebol de aproximadamente um hectare), devidamente roçado, para acampamento provisório das famílias; um ginásio esportivo localizado no município para que os requeridos permaneçam, até 72 horas após o cumprimento do mandado, diante da impossibilidade de uso imediato do campo de futebol. Ainda, solicitou ao Corpo de Bombeiros de Capinzal a disponibilização de lonas.

As famílias do MST estão na Fazenda Volta Grande desde o dia 6 de setembro. Cerca de cinco meses antes eles haviam sido retirados numa ação de desocupação realizada pela Polícia Militar.

Na tarde da última sexta-feira (18) um oficial de justiça acompanhado da comandante do 26º Batalhão de Polícia Militar de Herval d’ Oeste, coronel Lucimar Savaris e outros policiais, se dirigiram até a fazenda para fazer a notificação dos líderes do MST e mediar uma desocupação voluntária do imóvel, conforme protocolo dos Direitos Humanos seguido pela Polícia Militar de Santa Catarina.

Os líderes do MST negaram, na oportunidade, e disseram que iriam conversar neste fim de semana com as lideranças nacionais do movimento e com o advogado do MST, João Carlos Santin, e que pretendem desocupar voluntariamente até esta terça-feira (22) o local. Caso isso não ocorra a PM deverá realizar nova ação de desocupação na fazenda.

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