Mulher acusada de matar o marido queimado será julgada amanhã em Capinzal

Capinzal – Será julgada nesta sexta-feira (09) a mulher acusada de atear fogo na casa com o marido dentro no interior de Ipira. O júri popular de Solange Stein Danebrock foi marcado pelo juiz Daniel Radünz para iniciar às 9h no Centro Educacional Prefeito Celso Farina em Capinzal. A defesa da ré é feita pelo advogado Marco Antônio Vasconcelos Alencar Júnior. Segundo ele, o caso de Solange é emblemático de uma mulher que teria vivido por longo tempo sendo vítima de violência doméstica.

“Solange estava temerosa pela própria vida e pela vida de seus filhos. A vítima era uma pessoa que já tinha tido problemas em ralação aos seus pais, parentes próximos e principalmente aos que moravam em baixo do próprio teto”, conta o advogado de defesa de Solange Dannebrock, Marco Antonio Vasconcelos Alencar.

Ouça:

Segundo o processo, no dia 29 de agosto de 2012, durante a noite, Solange teria misturado ao suco do marido, Altair Carlos Danebrock, dois comprimidos para dormir. Enquanto Altair dormia, a ré teria ateado fogo na casa. A vítima morreu carbonizada. Solange Stein contou aos policiais que estava cansada da atitude agressiva de Altair, por isso decidiu por fim ao sofrimento, tirando a vida do companheiro.

Solange chegou a ser presa em Joaçaba, mas obteve o direito de responder o processo em liberdade.

Defesa

Confira trecho do depoimento prestado pela ré em juízo no dia em que foi solta, três meses depois do fato:

“O juiz lhe pergunta: você tinha muita raiva dele? Ela diz, não era raiva, era um sentimento de medo. O medo tomava conta de mim. Eu agradeço a Deus de eu estar presa senão eu estaria morta e ele estaria lá e vai saber o que seria dos meus filhos. O Juiz continua e pergunta: você está arrependida pelo que fez? Ela diz: Não, não estou arrependida. Me desculpe, mas eu não estou arrependida. Pelo menos eu salvei meus filhos. O juiz então pergunta: você tinha medo que ele matasse seus filhos? Ela responde: Tinha muito medo de ele me matar e matar meu filhos… Eu tinha a esperança de fazer ele mudar, ser uma pessoa diferente, mas eu não consegui… não consegui. Mais uma vez o Juiz pergunta: Então a sua situação está melhor hoje presa do que quando você morava com ele? Ela diz: Está melhor. Está melhor. Só por Deus por eu estar viva!!!”

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