Mulher baleada pelo ex-marido dentro de ônibus em Lages pediu medida protetiva

Lages – A mulher que foi baleada pelo ex-marido num ônibus em Lages, na Serra catarinense, na manhã desta quinta-feira (4) já vinha registrado boletins de ocorrência contra ele desde 2011, sendo o último em setembro, por ameaça. Célia de Oliveira, 44, foi atingida quando ia para o trabalho. Depois do crime, Claudecir Kuster Soares, 45, tentou tirar a própria vida com um tiro na cabeça. Ambos estão internados no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, no mesmo município.

A Polícia Civil afirma que o agressor será preso em flagrante assim que sair da unidade hospitalar. Célia está no quarto e consciente, segundo familiares, e não corre risco de morte, de acordo com a equipe médica. Já o ex-marido está em estado grave e aguarda vaga na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Os dois haviam sido casados por 17 anos e estavam separados havia mais de quatro anos.

“Ele vai ser autuado em flagrante, embora esteja hospitalizado. Nós solicitamos que o Deap [Departamento de Administração Prisional] providencie a custódia dele no hospital. Enquanto isso, vamos fazer todas as diligências e posteriormente faremos o interrogatório dele, assim que ele tenha alta”, disse o delegado Rochell Amaral da Silva.

Célia tentava conseguir medida protetiva contra Claudecir. “Ela teve uma anteriormente que perdeu a validade e atualmente ela estava inclusive pleiteando uma nova”, disse o delegado.

O crime aconteceu por volta das 6h, dentro do ônibus que Célia pegava todos os dias para ir trabalhar. O coletivo estava cheio de passageiros. Ela estava sentada quando o ex-companheiro entrou e começou a discutir com ela. Ele sacou uma arma e deu pelo menos quatro disparos. Depois, tentou tirar a própria vida.

“Passamos o terceiro ponto e daí o pessoal começou a ficar nervoso, pedindo para parar. Parei, sem saber porque. Parei e ouvi os disparos”, disse o motorista Jaime Lehmann. Imagens mostram Célia sendo atendida pela população ainda na rua, antes de o socorro chegar.

A polícia disse que a arma utilizada no crime tinha registro, mas pertencia a outra pessoa, já falecida.

Ameaça e medida protetiva

A filha mais nova do casal, de 15 anos, conta que a mãe vinha sofrendo ameaças desde que os pais se separaram. “[falava] Que ele ia matar ela, que… ele não aceitava, né? Daí ele vivia, às vezes ameaçava ela, que queria voltar, daí se ela não aceitasse ele ia fazer essas coisas com ela. Aí acabou acontecendo”, contou. (Fonte G1/SC)

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.