Mulher que denunciou falso estupro coletivo é presa por estupro em SC

Uma mulher de 22 anos foi presa nesta semana suspeita de estuprar com o marido de 41 anos uma garota de 17 anos em Brusque, no Vale do Itajaí. Esta mesma suspeita denunciou em julho ter sofrido um estupro coletivo por oito colegas de trabalho, mas em setembro retirou a queixa e foi indiciada por “denunciação caluniosa”. À polícia, a mulher negou qualquer envolvimento com o crime.

“O homem disse que o ato foi consentido e que os dois estariam apaixonados. O que é pouco crível pelo perfil da menina. Já a suspeita disse que desconhecia a situação”, informou o delegado Ricardo Casarolli, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI).

A suspeita foi detida em Vidal Ramos na segunda-feira (14) e encaminhada para o presídio de Rio do Sul. O marido foi preso em Brusque na quinta (17) e encaminhado para a Unidade Prisional Avançada (UPA) da cidade.

Estupro
Casarolli afirmou nesta sexta-feira (18) que a mãe da adolescente procurou a DPCAMI e comunicou que a menina, que é vizinha do casal, havia sido estuprada pelos dois em agosto.

“A menina é muito retraída. Eles moravam próximos e a família incentivava a convivência com os vizinhos até para ela se soltar”, disse o delegado.

Pelo relato da menor ao delegado, no quarto da casa dos suspeitos ela teve a boca tapada e o homem a estuprou. A mulher também teria praticado atos libidinosos com ela, na mesma cama. A jovem disse não ter sido consentido e que era virgem.

O delegado afirmou que o exame de conjunção carnal foi feito e identificado o estupro.

Em depoimento, a mulher negou qualquer envolvimento no caso de estupro. Ela disse que a adolescente frequentava a casa onde ela vivia com o marido e que o homem e a garota mantinham um relacionamento. A mulher afirmou que apenas vivia na mesma casa que o marido e que os dois não se relacionavam mais, segundo o delegado.

A Polícia Civil informou que a suspeita nunca se apresentou com um advogado.

Investigados por outros aliciamentos de menores
O casal também é investigado por outros aliciamentos de menores. A DPCAMI recebeu a denúncia de uma menina de 13 anos, vizinha do casal, que teria recebido a oferta e começou a se esquivar dos dois.

“Ela diz que começou a ser ameaçada pela suspeita, que se caso ela a encontrasse na rua, dizia que estava com arma embaixo da roupa e que ia feri-la”, conta o delegado.

O Conselho Tutelar também identificou os dois como um casal que, no Centro da cidade, abordava crianças e adolescentes de carro para supostas orgias. “A prisão preventiva se deu por se tratar duas pessoas que tentavam repetidamente cometer o mesmo tipo de ação, o que representa um risco”, completa Casarolli.

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