No banco dos réus: Acusado de matar o filho de 2 meses em Capinzal será julgado na segunda, dia 1º

Capinzal – É grande a expectativa para o júri popular do jovem acusado de matar o próprio filho em Capinzal. Aislan Ribeiro Toldo, 23 anos, sentará no banco dos réus na próxima segunda-feira, dia 1º de abril. O julgamento está marcado para começar às 9h no Centro Educacional Prefeito Celso Farina.

Toldo é acusado pela acusado das agressões que teriam matado o bebê Bryan Hemanuel Toldo, de apenas dois meses de idade. Ele segue recolhido ao presídio regional de Joaçaba. A mãe da vítima, Vanessa Rodrigues da Silva, foi impronunciada, ou seja, não será submetida a júri popular.

O caso aconteceu na madrugada do dia 26 de março de 2017 na rua Romeu Gasser, Loteamento Parizotto, quando o bebê foi encaminhado pelos avós ao hospital apresentando lesões pelo corpo. Entretanto, o bebê deu entrada já sem vida. A necropsia do Instituto Geral de Perícias de Joaçaba apontou a causa da morte por traumatismo craniano.

Conforme os autos, Vanessa disse que teria deixado o filho na sala aos cuidados do Aislan e foi dormir. Mais tarde ela foi acordada por Aislan dizendo que a criança não estava mais respirando. Aislan foi preso pela Polícia Militar no mesmo dia. Vanessa também chegou a ser presa, mas foi absolvida no decorrer do processo.

O júri será presidido pelo juiz Daniel Radünz. A defesa do réu será feita pelo advogado Ricardo José Nodari, auxiliado pelo advogado Felipe Klein de Matos. Na acusação atuará a promotora de justiça Marina Saade Laux, com apoio do assistente de acusação, advogado Marco Antônio Vasconcelos Alencar Junior, advogado criminalista que anteriormente fez a defesa da mãe do bebê.

“A expectativa de Vanessa, mãe do bebê, e de seus familiares, é que se faça justiça e que possa haver uma condenação a altura do crime de homicídio triplamente qualificado contra Bryan (motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa do ofendido), um bebê de apenas 2 meses de idade na época dos fatos”, comenta Alencar Junior.

O caso gerou grande comoção na região.

Segurança

O comandante da 2ª Companhia de Polícia Militar, capitão Cleverson Garcez, informou que a segurança será reforçada. “Todos que forem entrar no local passarão por busca pessoal (revista), inclusive com detector de metais”, destaca.

Pena

A pena pode variar de 12 a 30 anos de reclusão pelo crime de homicídio e de 3 meses a 2 anos de detenção por fraude processual (limpeza da cena do crime).

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