Operação da PF provoca reações adversas em lideranças políticas de Santa Catarina

Estado – A Operação Carne Fraca desencadeada na última sexta-feira (17) pela Polícia Federal (PF) em agroindústrias brasileiras, entre as principais a JBS e BRF, provocaram reações adversas nos meios políticos catarinenses. O estado é um dos maiores produtores de carne do mundo e alguns políticos “desabafaram” sobre a forma como foi realizada a ação da PF.

O deputado federal Mauro Mariani (PMDB), considerou a forma como a operação foi exposta, uma irresponsabilidade muito grande. “Temos 5 mil frigoríficos no Brasil e apenas dois ou três tiveram problemas. Criaram um monstro. Parece que o país todo está vendendo carne estragada. E a imagem do Brasil como fica?”, reagiu o presidente estadual do PMDB.

Mariani também alertou para o estrago que a operação está causando na economia de Santa Catarina e de todo o Brasil. Lembrou que todo mundo conhece a excelência da sanidade animal, os cuidados rigorosos com a vigilância e os esforços de décadas na qualidade da proteína animal.

O presidente do PSDB no estado, deputado Marcos Vieira, emitiu nota manifestando perplexidade com a forma “escandalosa” da execução da Operação Carne Fraca. Questionou o motivo de a Polícia Federal não agir mais cedo para eliminar as fraudes detectadas em algumas empresas e condenou as indústrias acusadas de adulteração de produtos de origem animal, mas contestou o caráter que tachou de espetaculoso da operação.

Por sua vez, o vice-líder governista, deputado Valdir Cobalchini (PMDB), anunciou que vai propor uma comissão especial na Assembleia Legislativa para avaliar as consequências da operação e proteger o agronegócio catarinense. “Defendo as investigações e punição dos culpados, mas também entendo que é preciso separar o joio do trigo, não envolvendo nesse episódio os produtores e os empresários que trabalham dento da lei. O mercado de carnes de Santa Catarina, principalmente nosso oeste e meio-oeste não podem ter suas economias prejudicados por esta irresponsabilidade”, questionou.

Para os políticos, se a Polícia Federal identificou ilícitos deveria ter atuado de forma pontual, em segredo de Justiça, adotando medidas saneadoras das indústrias e exigindo a sumária demissão dos fiscais corruptos. Para os representantes no parlamento, dessa forma, estaria se protegendo a saúde da população e a imagem mundial de um setor que tem sido um dos pilares da economia catarinense e brasileira.

Em Santa Catarina, apenas uma filial de uma empresa do Paraná foi interditada pelas autoridades sanitárias. A fábrica não produz para exportação e nesta segunda-feira passou por vistoria por técnicos do Ministério da Agricultura.

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