Os reflexos em Santa Catarina da saída de Jair Bolsonaro do PSL

Foto: Visita de Eduardo Bolsonaro a Criciúma, no Sul do Estado

Estado – O anúncio da saída de Jair Bolsonaro do PSL e a criação de um novo partido, para abrigar o presidente e os seus aliados, vai apresentar desdobramento em todo o Brasil, em especial, no Estado. A Aliança pelo Brasil, legenda que será tratada como “Aliança”, deve reunir 30 dos 53 deputados federais do PSL. O trabalho agora é pela viabilização da nova legenda até março, para a disputa da eleição de 2020. São necessárias 500 mil assinaturas. A convenção nacional de fundação está marcada para o dia 21, em Brasília, onde será debatido estatuto e diretrizes.

Em Santa Catarina, onde o PSL já sofria desgaste entre duas alas, uma alinhada a Bolsonaro e ao presidente nacional do partido, Luciano Bivar, o racha está consolidado. O governador Carlos Moisés, que é o maior alvo da ala bolsonarista, vai seguir no PSL. Ele já trabalhava na articulação de candidaturas a prefeito e às Câmaras Municipais em diversas cidades do Estado. Uma breve nota encaminhada por sua assessoria à imprensa dizia: “O governador permanece no PSL. Ele nunca foi filiado a outro partido e pretende manter o compromisso da filiação”.

Já a vice-governadora Daniela Reinehr confirmou que seguirá Bolsonaro. Ela afirmou que não queria que a situação chegasse a esse ponto, porém, decidiu que permanecerá ao lado do presidente. “Respeito o governador, sua escolha, mas eu vou manter o compromisso com o presidente e o desejo dos eleitores, que querem mudanças, independente de partidos. A troca acaba sendo um caminho natural”, comentou ao jornal Diário do Iguaçu. Para ela, é preciso ter paciência e respeitar a decisão que cada parlamentar do PSL vai tomar em relação ao assunto.

Dos quatro deputados federais do PSL em Santa Catarina, dois deles – Daniel Freitas e Coronel Armando – já definiram suas idas à Aliança pelo Brasil. Caroline De Toni ainda não oficializou, porém, a tendência é que siga Bolsonaro. Por nota, ela já informou que “estará apoiando o governo onde quer que o presidente esteja”. Com isso, Fábio Schiochet, que preside o PSL no Estado, deve ser o único a permanecer. Ele, que não foi convidado para a reunião que definiu a troca de partido, não se manifestou sobre o tema. Schiochet é alinhado ao governador Moisés.

Em relação aos seis deputados estaduais do PSL, três já dão como certa a troca para o novo partido do presidente Jair Bolsonaro: Ana Caroline Campagnolo, Jessé Lopes e Sargento Lima. Outros dois parlamentares, Coronel Mocellin e Felipe Estevão, já manifestaram intenção de migrar para a Aliança pelo Brasil, porém, dizem que aguardam “segurança jurídica” para fazer a troca e preservar os mandatos. Por hora, apenas o deputado Ricardo Alba não definiu ainda. Ele, que foi destituído da liderança do PSL pelos colegas, é o mais próximo de Carlos Moisés. (Informações Bruno Pace Dori/Diário do Iguaçu)

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