Ourense que mora em Boston conta detalhes sobre a nevasca que atinge parte dos Estados Unidos

Ouro – Um Ourense que reside há três anos em Boston enfrenta na pele os efeitos da nevasca que atinge grande parte dos Estados Unidos. Tiago Tobias mora com a mulher no estado de Massachusetts. Ele conta que saiu do Brasil em busca de uma vida nova, visando, principalmente, estabilidade financeira.

Tobias afirma que a mudança valeu a pena. “Aqui é bom de viver, tranquilo, não tem problema com segurança, educação, escola para o meu filho, até agora está sendo muito bom”, comenta. Segundo ele, a intenção é futuramente voltar ao país. “A gente está sempre naquela expectativa de voltar. Pretendo em mais cinco a seis anos conseguir o que quer no Brasil e voltar para casa”, define.

O Ourense afirma que a maior dificuldade em solo norte-americano é a comunicação, ou seja, a dificuldade por não saber falar o inglês. “Você fica sem chão, fica olhando com uma cara de pateta (ri), não sabe o que falar”, brinca.

Tobias trabalha na mesma área em que atuava no Brasil. Através das pinturas e aplicação de gesso garante uma remuneração que ele considera satisfatória para atender suas necessidades. “A remuneração é bem maior, quase 200 por cento maior. Uma coisa interessante aqui é a questão de pagamento, aqui todo mundo recebe toda sexta-feira. Se trabalha no sábado, recebe na sexta-feira da próxima semana”, detalha.

Para ele, essa forma de remuneração facilita aos trabalhadores que querem fazer suas compras semanalmente. “Toda a semana as pessoas têm dinheiro”. Tobias conta que a remuneração gira em torno de mil dólares por semana e que a maioria dos trabalhadores nessa área ganham isso. “Claro que as despesas também são em dólar. De 12 a 15 mil reais por mês que recebe de salário, as despesas são proporcionais na moeda local”.

O ourense admite que ameaça de deportação sempre existe. “O negócio é viver até eles deixarem você ficar aqui, levar a vida como imigrante, ilegalmente, mas para nós fizeram um número, como se fosse identidade, e por isso não há perseguição porque é pago uma espécie de imposto para poder ficar no lugar”, ressalta.

Quanto às informações sobre o Brasil, Tobias salienta que assiste televisão para saber como estão as coisas no país de origem, uma vez que não tem muito contato com aprofundado com os norte-americanos. A mulher de Tobias trabalha em casa.

Por fim, sobre a nevasca, Tobias não esconde certa preocupação, garante que as temperaturas são bastante baixas no momento na região de Boston e com fortes rajadas de vento, mas espera que em breve a situação se normalize. A nevasca é chamada de “ciclone bomba”, com grandes acúmulos nas regiões norte e sul, sendo que equipes trabalham carregando caminhões com sal para estradas em preparação para as tempestades, onde a neve cai com velocidade durante o dia, chegando a diversos centímetros por hora, intensificada pelo efeito conhecido por “ciclone bomba”.

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