Ouro: Casal aciona governo e empreiteira na Justiça pedindo R$ 500 mil por perdas devido à enxurrada

Morador ficou ilhado no teto de casa durante enxurrada (Foto: Rádio Capinzal/Arquivo)

Ouro – Um casal de Ouro acionou na Justiça o governo do estado e uma empreiteira devido a prejuízos decorrentes de uma enxurrada que atingiu a casa no interior do município.

Conforme a ação, o Departamento de Infraestrutura de Santa Catarina (Deinfra) e a empresa Monteadriano Engenharia e Construção seriam as responsáveis pelas perdas sofridas pelo casal no dia 14 de julho de 2015 na linha Nossa Senhora da Saúde.

Conforme o processo, por volta das 8h o morador se preparava para ir trabalhar quando na rampa de acesso à residência percebeu que o Rio Leãozinho aumentava seu volume. Diante da situação ele voltou para dentro de casa avisar a mulher e o filho que dormiam naquele momento.

Quando saiu novamente se deparou com o rio atingindo seu veículo no pátio do imóvel. Mãe e filho, desesperados, saíram correndo, enquanto o morador retornou à casa para tentar salvar alguns pertences. Entretanto, a água já estava acima de sua cintura, subia rapidamente e não houve mais como sair de dentro da residência.

Ele conseguiu se salvar quebrando o teto de gesso e ilhado sobre o teto da casa. A família perdeu tudo com a enxurrada. Além dos bens materiais alguns objetos pessoais de valor sentimental. Os três foram abrigados por moradores da comunidade.

Entretanto, o que causou estranheza foi a rapidez com que as águas baixaram, cerca de três horas. Ao averiguar o que poderia ter acontecido foram informados por vizinhos que a enxurrada teria ocorrido em função do rompimento de uma barragem no Rio Leãozinho em Linha Novo Porto Alegre – cerca de quatro quilômetros distantes do imóvel atingido – construída em função das obras de pavimentação da SC-467 entre Ouro e Jaborá, obra financiada pelo governo do estado e executada, então, pela Monteadriano.

Segundo os autores da ação, somente com a chuva daquele dia não justificaria a inundação abrupta que foi registrada em questão de minutos. Os autores alegam que, não fosse o fato de o morador sair para trabalhar naquela manhã, a mulher e o filho certamente teriam morrido afogados, uma vez que estavam dormindo e não teriam tempo hábil para se salvar.

“[…] a ré MonteAdriano, executora da obra, havia efetuado um desvio do curso do rio, colocando para a vazão das águas fluviais três tubos de concreto de aproximadamente 2,00m de diâmetro cada, os quais certamente foram insuficientes para dar vazão, propiciando o represamento das águas que foram atingindo as propriedades acima deste desvio […]”, diz parte da petição.

A ação de danos materiais e morais tramita no fórum da comarca de Capinzal. O Poder Judiciário determinou a realização de uma perícia no imóvel do casal, nas imediações, bem como no local onde fora construído o desvio/barragem, trabalho que deverá ser feito por uma empresa de Florianópolis.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.