PM vai relatar à Anac voo de helicóptero que soltou fogos de artifício em Balneário Camboriú

Um helicóptero surpreendeu ao sobrevoar a orla de Balneário Camboriú soltando fogos de artifício na segunda-feira, minutos antes da virada de ano. O piloto, José Viana, diz que foi o primeiro voo como esse já feito no Brasil.

A ousadia não teve autorização formal dos órgãos de segurança responsáveis pelo Réveillon na cidade, e será comunicada à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pela Polícia Militar, segundo o comandante do 12º Batalhão, tenente-coronel Evaldo Hoffmann. As recomendações para a virada de ano, feitas pela PM, incluíam a restrição do espaço aéreo aos drones. 

Major Alcântara, do Corpo de Bombeiros, informou que a corporação também não foi avisada. Os bombeiros vão discutir hoje o assunto, na volta do recesso, para saber se há providências a serem tomadas.

_ Não é competência dos bombeiros discutir o que a aeronave faz ou não, mas em situação de risco devemos comunicar os canais competentes. Não fomos comunicados do show pirotécnico _ comentou.

Inspirado nos EUA

Comandante Viana, o piloto do helicóptero, diz que não houve comunicação aos órgãos locais de segurança porque não haveria necessidade de autorização em casos como esse. Nem da Anac, segundo ele, já que não há regulamentação no Brasil para shows pirotécnicos em aeronaves.

A inspiração veio de apresentações que ocorrem nos Estados Unidos. Viana observou a tecnologia por lá e desenvolveu o sistema, acompanhado por um engenheiro aeronáutico. O helicóptero que fez o sobrevoo pertence a uma empresa de táxi aéreo em Balneário Camboriú, e tem homologação para carga externa.

_ O fato de ser algo diferente cria polêmica. Mas as pessoas que estavam na praia bateram palmas, mandaram vídeos e cumprimentos. A intenção era fazer algo que nunca foi feito _ disse.

O helicóptero que fez o show pirotécnico leva na lataria o nome da rede de lojas Havan. A assessoria de imprensa da empresa informou que tem uma permuta de publicidade com a empresa de táxi aéreo, mas não teve nenhum envolvimento na ação em Balneário Camboriú.

Entrevista: comandante Viana

Como foi o momento em que estouraram os fogos?

Você nem sente, porque é calculado. São fogos de pequeno porte, não são como aqueles das balsas de Balneário Camboriú. Por isso tem que ser à noite, porque o estouro é bem suave, mas o efeito visual muito grande. Contratamos um especialista em fogos e tudo foi feito dentro das especificações: não poderia ter mais do que tantos metros, qual era a potência. Ele trabalhou junto com a fábrica de fogos. É uma engenharia, tanto que dei tudo certo, não causou problema e foi tudo de acordo com o planejado. E houve a surpresa.

Você não se preocupou com os drones que poderiam estar sobrevoando a orla?

Não encontrei nenhum drone no caminho. Mas me informaram por telefone que tinha drone voando. Teve um (operador de drone) que estava com rádio e foi me informando. Um voo desses é feito com baixa velocidade. O problema de atingir um drone ou um pássaro é em alta velocidade, a 200 km por hora. O efeito que esse impacto dá é grande, mas, no nosso caso, estávamos em baixa velocidade.

​ NSC Total

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